"Scholz foi claro: haverá uma nova rodada de investimentos industriais da Alemanha no Brasil", diz Haddad
“O Brasil tem vantagens competitivas, em um mundo que está com problemas sociais e ambientais, que nenhum outro país tem”, avaliou o ministro da Fazenda
247 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira (5), durante entrevista ao podcast “Conversa com o Presidente”, que o chanceler alemão, Olaf Scholz, “deixou claro” que irá fortalecer o comércio bilateral e que “haverá uma nova rodada de investimentos industriais da Alemanha no Brasil”. Haddad integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que desembarcou na segunda-feira (4) na Alemanha, após participação na cúpula climática da ONU, a COP28, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes.
Ainda segundo Haddad, “está confirmada a nossa percepção de que o Brasil tem vantagens competitivas, em um mundo que está com problemas sociais e ambientais, que nenhum outro país tem. Passamos por Riad, por exemplo. Os árabes confirmaram a intenção de continuarem investindo no Brasil. O senhor sabe que fizeram um aporte grande de recursos para exploração de minerais críticos e agora reconfirmaram que vão atingir US$ 10 bilhões em investimentos em empresas e projetos de infraestrutura no Brasil. O mesmo aconteceu em Doha, em uma escala menor, porque o Catar está começando um processo que a Arábia Saudita está concluindo. Na COP o Brasil foi celebrado, inclusive com a apresentação de programas com o BID para financiamento da transição ecológica no Brasil”, disse o ministro.
Haddad também ressaltou a expectativa que a economia do Brasil registre um crescimento de 3% em 2023 e reafirmou que o governo está trabalhando junto com o Congresso para aprovar medidas que impulsionem o crescimento da economia, como a Reforma Tributária.
“Vamos crescer 3% esse ano, nós atingimos uma taxa de juros muito elevada em julho, atingimos o patamar mais alto de taxa de juros, e o Banco Central começou a cortar a taxa de juros a partir de agosto. Então quero crer, com as medidas que estamos tomando no Congresso, o Congresso aprovando as medidas que nós encaminhamos, inclusive a Reforma Tributária - que vai ser a primeira feita em regime democrático e a mais ampla da nossa história - mais as leis e Medidas Provisórias que encaminhamos, acho que o brasileiro pode esperar uma economia cada vez mais forte”, disse o ministro.