Se tenho uma dívida no cartão de crédito, o que vale mais a pena: pedir um empréstimo pessoal ou pagar a taxa mínima?

Pagar a taxa mínima pode ser uma saída aparentemente fácil, no entanto, onerosa.

É difícil quem não conheça alguém que em algum momento se endividou com o seu cartão de crédito. Hoje em dia, ter conhecidos com o nome sujo no Serasa ou no SPC é uma dor de cabeça relativamente comum. O que não é tão comum assim é encontrar as formas mais inteligentes para sair do apuro das dívidas do cartão de crédito. Por isso, hoje tentaremos explicitar esse problema e tentar oferecer algumas soluções para sair dele da maneira menos onerosa possível, como aquelas representadas pelas negociações junto ao banco como também através da internet, por meio de créditos pessoais, que são uma solução quando se necessita de dinheiro de forma rápida e segura.

O que fazer diante da notícia de uma dívida?

Antes de mais nada, investigue se a dívida é realmente legítima, ou seja, se não é fruto de um equivoco do próprio banco ou se o cartão não foi clonado. Caso esse não seja o caso e que a dívida realmente tenha sido gerada pelo uso do próprio correntista  é importante pelo menos cogitar se é possível pagá-la à vista. Caso a pessoa endividada possa fazê-lo sem comprometer demasiadamente a sua renda familiar, indica-se que o faça e acabe com o problema de uma vez por todas, ou pelo menos até a próxima dívida.  Pesquisar e negociar são duas palavras essenciais nessas horas, ainda mais hoje com os vários sites nos quais é possível fazer simulações de empréstimos até buscar a melhor opção.

Ter o dinheiro disponível para pagar à vista seria o ideal, contudo não é a realidade da maioria das pessoas. E é nessas horas que é necessário pensar bem para tomar a melhor decisão. Neste caso, o primeiro passo é buscar conversar com a instituição na qual se contraiu a dívida. Fazê-lo presencialmente é sempre mais indicado, mas caso não seja possível, pode ser por telefone. Estudar a movimentação bancária que gerou a dívida é algo elementar, pois é sobre a dívida inicial que se poderá fazer a negociação, e não sobre a dívida, digamos, de ontem acrescida com os juros de hoje. Ter esses dados em mãos é muito importante para conseguir fazer a melhor negociação possível, basta um pouco de boa vontade para pesquisar e reunir os dados. Além disso, isso contribui para desenvolver uma maior consciência sobre o uso do cartão e suas tarifas, que não são poucas.

O que acontece quando escolho pagar o mínimo? Quais as desvantagens?

Uma opção é pagar a dita "taxa mínima" da dívida. Quando o correntista paga essa taxa do que deve, o que geralmente gravita em torno de 15%, automaticamente entra em um gênero de refinanciamento. Isso significa que a quantia devedora que venceu, terá que ser paga como refinanciamento, com taxas girando em torno de 20%,  ou entrar no limite rotativo do cartão, com taxas entre 17 e 20%.

Houve recentemente a tentativa de acabar com o limite rotativo nesse tipo de caso, estabelecendo que com o pagamento da taxa mínima de 15%, restariam parcelas fixas, o que aponta para um horizonte mais esperançador para quem entra em uma dívida no cartão. Nesse sentido o site do Banco Central dispõe de ferramentas interessantes que ajudam nessas horas, como a calculadora do cidadão.

Quais são as taxas de juros por um empréstimo pessoal?

Por sua vez, ao pedir um empréstimo pessoal realizado dentro de uma hora, nos deparamos com juros que giram em torno de 3 a 5% ao mês. Também, às vezes, é possível fazer o refinanciamento de um veículo, opção que consta com juros relativamente baixos. No cenário dos juros do cartão, pedir um empréstimo para liquidar a dívida de uma vez é o mais interessante a fazer.

Para esclarecer um pouco mais:

Depois de 30 dias de pagada a taxa mínima, o montante restante torna-se um crédito parcelado, com taxas fixas. Entretanto, em caso de que a pessoa não arque com essa responsabilidade, a dor de cabeça se renova, pois será um novo parcelamento, ou seja, uma nova dívida a ser negociada. Para os casos de quem paga o mínimo e parcela a dívida, fica a dica: recomenda-se que o devedor assim que tenha a oportunidade, por exemplo quando lhe sobre um dinheiro, faça o pagamento da maior quantia possível da dívida.

Novidades em relação ao rotativo, a Resolução 4.549/2017:

Nem todo mundo está interado das mudanças em relação ao crédito rotativo. É essencial falarmos disso, pois, segundo dados de uma matéria recente da revista Exame, 51% das pessoas que fazem uso do cartão de crédito desconhecem essa mudança.  No dia 26 de Janeiro de 2017 foi emitida a Resolução 4.549 do Banco Central que estipula que no momento em que a pessoa com dívida no cartão de crédito optar por pagar a taxa mínima isso seguirá, como antes, implicando que ela entrará no crédito rotativo, entretanto, passará a ter um prazo de 30 dias para quitar ou renegociar a dívida. É uma ação que visa fazer com que as pessoas saiam do rotativo o quanto antes e evitem cair na famigerada "bola de neve" representada pelos altíssimos juros rotativos.

Ofereça opções ao banco ou à financeira

Oferecer opções ao banco é parte de uma boa negociação. É importante investigar e conhecer os produtos e as taxas de outras instituições e apresentá-las a seu banco. Isso ajuda porque o banco não vai querer que o seu cliente migre a outra instituição e possivelmente diante dessa possibilidade oferecerá melhores condições para um empréstimo pessoal para pagar a dívida ou a parcelar. Pedir o CET (Custo Efetivo Total) também é necessário (e um direito garantido por lei) para ter plena consciência de todos os valores e encargos relacionados à dívida, pois não se trata apenas do valor da fatura atrasada, senão também, para citarmos apenas alguns nomes: tributos, tarifas, custos relacionados a registro de contrato, etc.

Considerações finais

Para aquelas pessoas que, por falta de planejamento ou mesmo por dificuldades financeiras, passaram a ter uma dívida no cartão de crédito, o que sempre se recomenda é que não se desesperem. O que não significa que não tenham quer dar-se pressa em buscar uma forma de resolver o problema, bem como em reduzir os gastos cotidianos, ou pelo menos os gastos mais desnecessários. Como vimos, tanto o limite rotativo do cartão como o seu refinanciamento têm os juros mais altos cobrados pelos bancos, sendo a última das opções que recomendamos a de fazer o pagamento mínimo. Um empréstimo pessoal, dependendo do caso, pode ser a saída mais rápida e menos onerosa.

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