Seis bancos manifestam interesse em comprar Cruzeiro do Sul

Nomes de potenciais compradores do banco, que está sob intervenção desde junho e foi colocado à venda há duas semanas, são mantidos em sigilo; quatro interessados já se reuniram com o FGC; benefício em créditos tributários de até R$ 1 bilhão pode elevar oferta de compra

247 - O banco Cruzeiro do Sul, que sofreu intervenção do Banco Central e é administrado desde junho pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), tem seis potenciais compradores, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Os nomes são mantidos em sigilo, mas, segundo o jornal, quatro interessados já se reuniram com o FGC para tirar dúvidas e outros dois agendaram reuniões com o órgão, que colocou o banco à venda há duas semanas.

"Nem todos mostram o mesmo grau de interesse, mas estão olhando para ver se faz sentido para o negócio deles", disse o presidente do Cruzeiro do Sul desde a intervenção, Celso Antunes.

Para tentar cobrir o rombo de R$ 3,1 bilhões do Cruzeiro do Sul, o FGC propôs aos credores que aceitassem vender seus papéis com desconto de 50% em média. A maioria das dívidas do banco, cujo total chega a R$ 5,68 bilhões, está nas mãos de investidores estrangeiros, que criticam a proposta do FGC e mostram-se contrários a aceitar o deságio.

Segundo o FGC explicou ao Estadão, a liquidação do Cruzeiro do Sul só poderá ser evitada se houver pelo menos 90% de adesão ao plano de desconto da dívida com uma proposta firme para a compra do banco.

"Não há hipótese de renegociação", disse o diretor executivo do FGC, Antonio Carlos Bueno. "Não tem barganha: ou é isso ou é isso."

A instituição que comprar o Cruzeiro do Sul poderá se beneficiar de até R$ 1 bilhão em créditos tributários, assinala o jornal Valor Econômico, citando um documento entregue pelo HSBC e pelo Bank of America Merrill Lynch a investidores estrangeiros. O benefício poderá elevar o valor da oferta dos potenciais compradores.

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