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Selic cai a 3,75%, mas Bolsa já perdeu 42% no ano com coronavírus

O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros em meio ponto percentual, para 3,75% ao ano. A medida, esperada pelo setor financeiro, tem sido praticado por bancos centrais ao redor do mundo, disnte da crise da epidemia de coronavírus e seus impactos sobre a economia

Selic cai a 3,75%, mas Bolsa já perdeu 42% no ano com coronavírus (Foto: REUTERS/Aly Song)

247 - O Banco Central cortou nesta quarta-feira a Selic em 0,5 ponto, à nova mínima histórica de 3,75%, em resposta aos impactos econômicos com o coronavírus.

Apesar disso, o clima no mercado financeiro continua pessismista. "O cenário segue bastante turbulento para ativos de risco e, com a Selic cortada mais uma vez, as dúvidas do investidor só aumentam: como se comportar nesse contexto? É hora de reduzir a posição em Bolsa ou comprar mais? Ainda faz sentido investir na renda fixa? O InfoMoney conversou com planejadores financeiros, assessores de investimento e gestores de patrimônio para buscar respostas a essas e outras questões", destaca reportagem da InfoMoney.

A reportagem destaca que o ambiente ainda muito incerto e o investidor deve ser cauteloso e não apostar todas as fichas em uma única aplicação.

No ano, o Ibovespa despenca 42,2% e é negociado no menor patamar desde 2017. O “circuit breaker”, mecanismo disparado pela Bolsa para interromper a sessão quando ocorrem oscilações muito bruscas e atípicas no mercado de ações, foi acionado seis vezes pela B3 nos últimos dias.

No comunicado sobre a decisão, o Banco Central ponderou que a leitura sobre seus próximos passos pode mudar. "O Copom entende que a atual conjuntura prescreve cautela na condução da política monetária, e neste momento vê como adequada a manutenção da taxa Selic em seu novo patamar. No entanto, o Comitê reconhece que se elevou a variância do seu balanço de riscos e novas informações sobre a conjuntura econômica serão essenciais para definir seus próximos passos", disse.