Sem aumento real, salário mínimo será de R$ 1.039 em 2020

De acordo com o Ministério da Economia, o salário mínimo terá apenas a correção da inflação de 2019, refletindo diretamente na renda de mais de 45 milhões de aposentados e pensionistas

Cédulas falsas com o número de série repetido.
Cédulas falsas com o número de série repetido. (Foto: Daniel Isaia/Agência Brasil)

247 - Na proposta de Lei Orçamentária Anual de 2020 do governo Jair Bolsonaro, o salário mínimo não terá aumento real e será de R$ 1.039, a partir de janeiro do ano que vem. O tema será discutido no Congresso Nacional.

O valor foi calculado com base no mínimo deste ano (R$ 998), corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e ficou abaixo da previsão anterior, feita em abril, de que o salário mínimo avançaria para R$ 1.040 em 2020.

Com isso, o salário mínimo será corrigido apenas pela inflação, excluindo a política de aumentos reais que vinha sendo implementada nos governos Lula e Dilma de reajustes pela inflação com aumentos reais e a variação do PIB, que vigorou de 2011 a 2019. Essa política elevou o salário mínimo 70% acima da inflação.

O líder do PT, senador Humberto Costa (PE), defende a volta da política de reajuste do salário mínimo vigente entre 2005 e 2019, que considera a inflação e a média do crescimento dos dois últimos anos. 

"A política de aumentos reais para o salário mínimo é fundamental para que o Brasil possa retomar o crescimento.  Por isso, nos vamos cobrar que o Congresso estabeleça o reajuste do salário mínimo que seja de acordo com aquilo que deu certo durante tanto tempo", afirmou o senador.

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