Sem recursos da Alemanha, Banco do Brics empresta US$ 500 milhões pra Brasil tratar lixo

O valor de aproximadamente R$ 2 bilhões será destinado ao financiamento de obras de tratamento de lixo. O aporte ocorre após a Alemanha cortar recursos que seriam repassados para o Fundo Amazônia

(Foto: Gil-Design/Thinkstock)

Sputnik Brasil - O aporte ocorre após a Alemanha cortar recursos que seriam repassados para o Fundo Amazônia, inciativa de preservação ambiental que conta também com dinheiro da Noruega. Berlim alega que a medida foi tomada por conta da atual política ambiental brasileira. 

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que os recursos que o Brasil receberá do NBD serão com juros "praticamente zero".

Criado em 2015 durante cúpula do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o BND tem sua sede em Xangai, na China, e deverá ganhar um escritório em São Paulo ainda neste ano. Com um capital subscrito de US$ 50 bilhões, a entidade bancária fornece empréstimos para os países do bloco, mas também pode emprestar para outros países em desenvolvimento.  

Além dos US$ 500 milhões que serão emprestados pelo BND, o Brasil estuda quanto irá investir do seu bolso para complementar o projeto do programa de melhorias no tratamento de lixo.

Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, o Brasil tem 3 mil lixões a céu aberto. 

O especialista em BRICS e professor de Relações Internacionais da PUC-Rio Paulo Wrobel afirma que "a Amazônia tem uma visibilidade internacional por questões óbvias", mas ressalta que o Brasil tem uma série de questões ambientais.

Entre os membros do BRICS, o Brasil (US$ 621 milhões) é o país que tem menos recursos em empréstimos autorizados pelo NBD. Os dados são de 2018 e, portanto, não contabilizam o mais novo aporte de US$ 500 milhões que se desenha. A China (US$ 2,75 bilhões) lidera a lista de quem mais teve repasses de recursos autorizados, seguida por Índia (US$ 2,55 bilhões), Rússia (US$1,46 bilhão) e África do Sul (US$ 680 milhões). Os dados estão disponíveis no relatório anual de 2018 da entidade financeira.

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