Silvio Santos em apuros

Aos 80 anos, o dono do SBT precisa reinventar seus negcios e ainda no definiu um plano de sucesso; Ba da Felicidade, o principal smbolo criado pelo apresentador, est venda

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Marcio Kroehn_247 - O principal símbolo criado por Silvio Santos está à venda. O que parecia inimaginável – dissociar a marca Baú da Felicidade do seu dono – deve acontecer nas próximas semanas. Existem cinco interessados, sendo a Casas Bahia, das famílias Klein e Diniz, e a Elektra, do empresário mexicano Ricardo Salinas, os mais ávidos pelo negócio, que nasceu em formato de carnê e pagamento mensal. Desde o final do ano passado, Senor Abravanel está em apuros. A descoberta de uma fraude de mais de R$ 4 bilhões nos cofres do banco PanAmericano, deixou o empresário dono do SBT mergulhado em um drama. Aos 80 anos, sem sucessores claros, ele terá que repensar sua vida profissional. Teria ele fôlego para se reerguer e reconstruir tudo o que está sendo entregue a terceiros?

Com a associação no primeiro semestre de 2010 com a Caixa Econômica Federal, o PanAmericano tinha entrado para a lista das 20 maiores instituições financeiras do Brasil. Parecia um ano mágico, mas que terminou colocando Silvio Santos em um das maiores tragédias de sua vida profissional, quando se descobriu a fraude de R$ 4 bilhões. Para evitar a sangria de suas empresas, Silvio Santos praticamente entregou o PanAmericano para o BTG Pactual, de André Esteves, por R$ 450 milhões. O dinheiro não foi para o bolso de Silvio, mas depositado no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), criado para garantir que os clientes não sejam prejudicados por problemas no sistema financeiro nacional.

No auge da tensão da negociação com o BTG e o FGC, Silvio chegou a declarar que venderia até sua rede de televisão se aparecessem interessados. No fim, o apresentador conseguiu liberar suas garantias, mas as sequelas do caso PanAmericano fizeram com que seu grupo empresarial mergulhasse num abismo.

O PanAmericano foi o primeiro ativo a ser vendido. Agora, o Baú da Felicidade. Desfazer-se de pequenos negócios, como a Braspag, empresa de pagamentos on-line, vendida no início desta semana por R$ 40 milhões para a credenciadora Cielo, faz parte da vida empresarial. Mas deixar duas marcas-símbolos voarem é, de fato, um mau sinal. Silvio Santos precisa fazer caixa. Decidiu manter apenas três negócios sob controle: o SBT, a Jequiti Cosméticos, a atual menina de seus olhos, que compete com a Natura, e os empreendimentos imobiliários Sisan (incorporadora) e Jequitimar (hotel no Guarujá-SP).

Um dos sinais de que Silvio Santos está cansado é a contratação da consultoria Cambridge Advisors, empresa americana especializada em promover a sucessão familiar dentro das companhias. Por mais que pareça natural um senhor de 80 anos pensar na nova estrutura de seus negócios, Silvio Santos nunca tinha demonstrado vontade de seguir essa linha cumprida por outros empresários. Além de seu sobrinho Guilherme Stoliar, atual presidente do grupo, as suas seis filhas, Cintia, Silvia, Daniela, Patricia, Rebeca e Renata estão sendo analisadas pelos profissionais da Cambridge.

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