Silvio Santos quer vender até o Baú da Felicidade

Empresrio est disposto a abrir mo do negcio que deu origem sua fama e fortuna; Cielo paga R$ 40 milhes pela Braspag

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247_ Depois de fechar a venda, por R$ 40 milhões, da Braspag – empresa de processamento online de transações do Grupo SS – para a Cielo, o empresário Silvio Santos deixou vazar toda a sua estratégia de reestruturação de seus negócios. Ele está pronto, até mesmo, a vender sua plataforma original, o Baú da Felicidade, que ele adquiriu em 1959 do falecido humorista Manuel da Nóbrega. Foi a partir do Baú, cujos vendedores batiam de porta em porta para vender, nos bairros paulistanos, carnês que prometiam a retirada de mercadorias ao final dos pagamentos e sorteios regulares ao longo do processo. A partir deste negócios, Silvio construiu seu império, que foi abalado pela quebra do banco PanAmericano. Agora, o dono do SBT deixa claro que vai focar seus esforços no crescimento da marca de cosméticos Jequiti e no título de capitalização Tele Sena. Com isso, a Cielo pagou pela liderança no mercado de pagamentos online.

A função da Braspag é muito específica e, por isso, detém 65% de participação de mercado. Ela é responsável pela integração entre a loja virtual, as instituições financeiras e as redes adquirentes (Cielo ou Redecard, por exemplo). Quando um consumidor faz o pagamento de uma compra online, é pelo sistema da Braspag que essa transação vai ser capturada, autorizada e processada. E não importa se o meio de pagamento for com cartão, débito automático ou boleto bancário. Para a Cielo, é uma chance de ampliar seus negócios no mundo virtual e, principalmente, começar a atuar em mercados diversificados, que não tenham o cartão como meio de pagamento principal. Os investidores gostaram da aquisição e a ação CIEL3 teve valorização de mais de 3,5% na terça-feira 24.

Fundada em 2005, a Braspag passou a fazer parte do Grupo Silvio Santos em 2009. A compra custou R$ 25 milhões. Naquele momento, a ideia era ampliar os negócios, principalmente aqueles que conseguiam reforçar a participação do Banco PanAmericano. Mas, com as fraudes descobertas no ano passado, que deixaram um rombo de mais de R$ 4 bilhões, o empresário Silvio Santos resolveu vender alguns negócios que não faziam mais sentido no curto prazo. A Braspag entrou nessa lista e rendeu R$ 15 milhões aos cofres do dono do Baú, que quer virar ex-dono.

 

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