Sob Guedes e Bolsonaro, Brasil vira o país da informalidade

O emprego sem carteira de trabalho assinada no setor privado bateu novo recorde da série histórica, num total de 11,8 milhões de pessoas. Também renovou a máxima histórica o número de trabalhadores por conta própria, que totalizou 24,3 milhões de pessoas

Bolsonaro propõe a PEC da devastação social
Bolsonaro propõe a PEC da devastação social (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A taxa de desemprego ficou estável no trimestre encerrado em agosto ante os três meses findos em julho, mas caiu na comparação com os três meses findos em maio, para 11,8%, informou o IBGE nesta sexta-feira.

Houve queda nos níveis de população desocupada e na população desalentada, mas o emprego sem carteira de trabalho assinada no setor privado bateu novo recorde da série histórica.

A taxa de 11,8% representa uma queda de 0,4 ponto percentual em relação à taxa do trimestre de março a maio de 2019 (12,3%). Analistas consultados pela Reuters esperavam que o desemprego caísse a 11,7%.

Comparada ao mesmo trimestre de 2018, a taxa de desocupação cedeu 0,3 ponto percentual.

A taxa de 11,8% é a mais baixa para trimestres fechados em agosto desde 2016, quando o percentual também foi de 11,8%.

Sobre o trimestre de março a maio, houve queda nos níveis de população desocupada (-3,2%), na taxa composta de subutilização da força de trabalho (baixa de 0,7 ponto percentual), na população subutilizada (-2,7%) e na população desalentada (-3,9%).

A população ocupada cresceu tanto na comparação com o trimestre findo em maio (+0,7%) quanto em relação ao mesmo trimestre do ano passado (+2,0%).

Mas o emprego sem carteira de trabalho assinada no setor privado bateu novo recorde da série histórica, num total de 11,8 milhões de pessoas —alta de 3,6% ante o trimestre anterior comparável e de 5,9% frente ao mesmo período de 2018.

Também renovou a máxima histórica o número de trabalhadores por conta própria, que totalizou 24,3 milhões de pessoas, com estabilidade frente ao trimestre anterior e alta de 4,7% em relação aos mesmos três meses do ano passado.

“O perfil do mercado de trabalho mudou. A inserção se dá através da informalidade. Temos população ocupada recorde, mas... com vínculos mais precários”, disse Adriana Beringuy, analista de trabalho e renda do IBGE.

O rendimento médio real habitual foi de 2.298 reais no trimestre móvel terminado em agosto de 2019 ficou estável em ambas as comparações, assim como a massa de rendimento real habitual (209,9 bilhões de reais) do mesmo período.

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