Sucessor de Meirelles continua indefinido

Michel Temer ainda não tem definido quem será o novo ministro da Fazenda diante da iminente saída de Henrique Meirelles, que tem perspectivas eleitorais; "Existem ainda conversas a serem desenvolvidas para que o presidente tome a decisão", disse o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, após se reunir com Temer neste domingo (1º), no Palácio do Jaburu, em Brasília

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante coletiva de imprensa em Brasília, Distrito Federal 12/01/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante coletiva de imprensa em Brasília, Distrito Federal 12/01/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Leonardo Attuch, attuch)

Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil – O presidente Michel Temer ainda não tem definido quem será o novo ministro da Fazenda diante da iminente saída de Henrique Meirelles, que tem perspectivas eleitorais.

"Existem ainda conversas a serem desenvolvidas para que o presidente tome a decisão", disse o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, após se reunir com Temer neste domingo (1º), no Palácio do Jaburu, em Brasília.

Marun elogiou o nome mais cotado até o momento para assumir a Fazenda, o secretário-executivo da pasta, Eduardo Guardia, e negou que haja disputa em torno do nome do novo ministro, que, segundo ele, deve ser algum integrante da atual equipe de Meirelles. Ele afirmou, no entanto, que o novo ministro "deve ter um trânsito político".

"Não há impasse, o que há são tratativas. Como o Meirelles não saiu ainda, em tese ele está conversando e não esgotou os caminhos que pode propor", disse o senador Romero Jucá (MDB-RO), líder do governo no Senado, que também participou da reunião de hoje no Palácio do Jaburu.

Cargo é político, mas tem que ter bagagem técnica, diz senador

O parlamentar afirmou ainda que "o cargo de ministro é um cargo político, claro que tem que ter bagagem técnica, mas o foco do presidente é ter visão política e visão técnica". Ele e Marun negaram que uma possível terceira denúncia contra Temer tenha entrado no cálculo sobre a reforma ministerial.

Enquanto acontecia a reunião no Jaburu, o Palácio do Planalto confirmou a saída de Dyogo Oliveira do Ministério do Planejamento para assumir a presidência do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Em seu lugar, ficará o atual secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Esteves Colnago. O governo confirmou que espera ainda realizar a troca de outros 11 ministros até o dia 7 de abril, sábado próximo, prazo final para a saída de quem deseja disputar as eleições.

Oliveira e Colnago também compareceram ao Jaburu neste domingo. Também participaram do encontro os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Especial da Presidência) e o deputado Darcisio Perondi (MDB-RS).

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