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Economia

Superávit de 2013 pode ter “ajustes”, diz secretário

Arno Augustin, do Tesouro Nacional, declara em entrevista que a participação de Estados e municípios na meta fiscal pode ser ajustada, mas não diz se a meta para este ano será menor que a de 2012; "O governo vai avaliar"; para ele, a crítica da oposição de que a equipe econômica fez "manobras fiscais" para cumprir a meta do ano passado é "antieconômica" e "tosca"

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247 – O superávit primário de 2013 pode sofrer ajustes do governo federal, conforme indicou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Em entrevista concedida ao jornal Valor Econômico, publicada nesta segunda-feira 21, porém, ele não deu mais detalhes sobre o assunto, apenas indicou que mudanças deverão ser feitas na participação de Estados e municípios.

No ano passado, a diferença entre a meta do governo e os números reais do superávit foi bem grande: eram esperados R$ 42,8 bilhões, mas o superávit do ano deve fechar entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões. O secretário disse que ainda não sabe o que deve ser feito neste ano para aperfeiçoamento, mas que "uma pessoa inteligente" pode perceber onde tem dado problemas.

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"Nós já temos há muito tempo uma política de superávit primário, que é flexível. Ela é flexível, porque o Brasil, depois de muitos anos, conquistou o direito de diminuir a relação dívida/PIB a cada ano, mesmo que não tenha superávit de 3,1% do PIB. O que comanda é a economia. Então, a opção de manter uma determinada meta, mas com ajuste, já foi tomada há muito tempo e com base na economia. É isso que fizemos em 2012", declarou Augustin.

Questionado sobre a forma com que o governo agiu para cumprir as metas fiscais de 2012, o secretário respondeu com uma pergunta aos repórteres Eduardo Campos e Edna Simão: "Você tem aplicação financeira? Acha certo que alguém diga que você não deve usar os recursos das suas aplicações?". Ele acrescentou, em seguida, que "esse tipo de crítica é antieconômica" e "tosca, de quem quer meramente criar um clima de completa turbulência, quando o governo fez o óbvio".

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Quanto ao superávit de 2013, Augustin afirmou que "o que comanda é a economia", sem adiantar um número, nem dizer que ele deve ser menor ou maior do que o de 2012. "Vamos decidir. Mas, hoje, se o primário é um pouco acima, ou um pouco abaixo, isso não tem tanta importância", disse. Sobre a credibilidade do governo, questionada diante das críticas recentes em relação ao que a oposição chamou de "manobras fiscais", o secretário afirmou que o Brasil tem a menor taxa da sua história em títulos de 10 anos, 40 anos e juros internos. "Isso é credibilidade, o resto, me desculpe, é ideologia".

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