Tarifa de energia do País está entre as mais baratas

Com a redução média de 20% nas tarifas de energia elétrica realizada pelo governo da presidente Dilma Rousseff no início do ano, a conta de luz residencial no Brasil passou a ser a quarta mais barata em um ranking de 18 países divulgado pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee)

Tarifa de energia do País está entre as mais baratas
Tarifa de energia do País está entre as mais baratas (Foto: REUTERS/Paulo Santos)
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BRASÍLIA (Reuters) - Com a redução nas tarifas de energia elétrica realizada pelo governo no início do ano, a conta de luz residencial no Brasil passou a ser a quarta mais barata em um ranking de 18 países divulgado nesta sexta-feira pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).

Segundo o estudo, com a redução média de 20 por cento autorizada em janeiro - consequência da redução de encargos setoriais e da diminuição de tarifas de geração e transmissão de ativos que tiveram os contratos de concessão prorrogados - a tarifa média residencial brasileira, sem impostos, saiu de 18,2 dólares por kilowatt/hora (kWh) para 14,9 dólares o kWh.

A queda fez com que o país saísse da 12a posição no ranking das menores tarifas de energia residencial para o quarto lugar, atrás apenas de Estados Unidos, França e Finlândia.

No caso do preço da energia para as indústrias, o Brasil passou da 14a posição, com 13,9 dólares por kWh (sem impostos) para a oitava tarifa mais barata, com 11,3 dólares o kWh.

A Abradee informa, entretanto, que o ranking considera a base de dados internacional de 2012 e as tarifas brasileiras em janeiro de 2013, logo após a revisão extraordinária anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ou seja, não leva em conta os reajustes de tarifa aplicados ao longo de 2013.

"Só podemos fazer a comparação com 2013 quando tivermos os estudos internacionais publicados", disse o presidente da Abradee, Nelson Fonseca Leite.

O estudo da Abradee foi feito com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Internacional de Energia e EuroStat (provedor de informações estatísticas da Comunidade Europeia).

Leite disse que o período de chuvas 2013/2014 tende a ser mais favorável do que o do ano passado, o que deve contribuir para uma situação mais estável nas tarifas em 2014.

Se as chuvas, de fato, colaborarem e mantiverem os reservatórios das hidrelétricas em bom nível, não será necessário - como ocorreu em 2013 - acionar usinas térmicas mais caras.

Apesar de admitir que a situação dos reservatórios do Nordeste é menos favorável, Leite disse que as previsões para as chuvas na região são positivas. "E nós teremos no Nordeste, nos próximos anos, a entrada de várias usinas eólicas e a possibilidade de ter excedente hidráulico do Sudeste e do Norte que pode ser transferido", disse.

(Por Leonardo Goy)

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