Telefônica muda tudo na Vivo

Espanhois colocam trs homens de confiana no comando e descarta nomes da operadora de telefonia celular. Gilprez, Teixeira ( esq.) e De Beer ( dir.) esto no comando

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247_A Telefônica não deu chances para os executivos da Vivo. O grupo espanhol anunciou na noite da terça-feira 10 os três nomes que ficarão no comando da operadora de telefonia móvel a partir do segundo semestre. Na reestruturação promovida pelos espanhóis, Luis Miguel Gilpérez é o novo CEO. Ele terá dois homens fortes: Paulo César Teixeira será o responsável pelos segmentos individual e residencial e Mariano de Beer tomará conta dos clientes corporativos. Nos últimos seis meses, uma guerra de bastidores tentava medir quais executivos da comprada Vivo ou da compradora Telefônica teriam mais força na criação da nova empresa. Nessa disputa, quem pagou levou vantagem.

Ninguém formado pela escola Vivo entrou na lista dos preferidos dos espanhóis. Com a saída de Roberto Lima da presidência da operadora de telefonia celular, que se concretizará em junho, Antonio Carlos Valente, presidente do Grupo Telefônica no País, mostrou sua força e passou a ser, também, o comandante da diretoria da Telesp e da Vivo. Além disso, Valente não terá que conviver, competir, comparar ou administrar diferentes formas de trabalho.

O novo CEO Gilpérez é um soldado à serviço do Grupo Telefônica. São 30 anos de dedicação e discrição. Ele não aparece em fotos, evita festas comemorativas e trabalha a quantidade de horas que for preciso. Após a compra da Vivo, o presidente mundial César Alierta determinou que Gilpérez seria o responsável pela integração dos dois grupos. Alheio às conversinhas de bastidores e a disputa entre os executivos, ele mergulhou em uma sala no sexto andar do prédio na rua doutor Chucri Zaidan, da Vivo, desde o segundo semestre do ano passado. Para não ser incomodado, Gilpérez trabalhava no bloco B e todo o alto escalão da operadora de telefonia ficava no bloco A.

Entre os executivos que estavam do lado A, Paulo Cesar Teixeira comandava as operações da Vivo. O gaúcho, que tem base no Rio de Janeiro, ficava alguns dias da semana em São Paulo e conduzia toda a estratégia de lançamentos de produtos da operadora. A sua área de negócios gerava quase 40% dos resultados da operadora no ano. Teixeira, porém, não pode ser considerado um homem-Vivo. Ele foi vice-presidente da Telesp Celular e sua história está ligada ao lado que pertence aos espanhóis. Agora, Teixeira colocará sua especialidade de vendedor para aumentar a participação da companhia nos segmentos individual e residencial.

Para o segmento corporativo, o argentino Mariano de Beer será o comandante. De Beer era o braço direito de Valente e foi peça fundamental em resolver alguns incêndios que a Telefônica teve que apagar nos últimos anos. O mais expressivo deles foi diminuir o número total de reclamações de todos os serviços. Juntos, o novo trio terá que manter a alta rentabilidade e os resultados que Roberto Lima conseguiu tirar de sua equipe. Afinal, foi por isso que a Telefônica comprou a Vivo.

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