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Temer culpa “herança” e diz que já apresentou “agenda positiva” ao País

Em discurso na posse de presidentes de bancos públicos e órgãos oficiais, o presidente interino anunciou que não falaria em "herança de espécie nenhuma", apenas iria "revelar a verdade dos fatos para que eventuais oportunistas não venham debitar os erros dessa herança ao nosso governo"; ao ler os jornais, Michel Temer disse ter a impressão que seu governo tem "três ou quatro anos", e acrescentou que sua equipe já conseguiu apresentar uma "agenda positiva" para o Brasil; Temer afirmou, para que não haja "exploração no sentido contrário", que os percentuais de gastos com Saúde e Educação não serão reduzidos

Brasília - DF, 01/06/2016. Presidente Interino Michel Temer  (Foto: Ana Pupulin)

247 – O presidente interino, Michel Temer, falou em uma "herança" do governo da presidente afastada Dilma Rousseff em discurso nesta quarta-feira 1º, mesmo depois de anunciar que não falaria em "herança de espécie nenhuma", durante cerimônia de posse dos presidentes da Petrobras, do BNDES, do Banco do Brasil, da Caixa e do Ipea.

"Não falarei em herança de espécie nenhuma, apenas revelo a verdade dos fatos para que eventuais oportunistas não venham debitar os erros dessa herança ao nosso governo", disse. Ao ler os jornais, Temer disse ter a impressão de que seu governo tem "três ou quatro anos", e acrescentou que sua equipe, em menos de 20 dias, já conseguiu apresentar uma "agenda positiva" para o Brasil.

Temer anunciou que os percentuais de gastos com Saúde e Educação não serão reduzidos. "Quero registrar, para não haver exploração no sentido contrário, que, sem embargo da limitação de despesa, os percentuais referentes a Saúde e Educação não serão modificados", disse, fazendo novamente um apelo para a "união do País".

Apesar de o Brasil se encontrar "mergulhado numa das grandes crises de sua história", Temer disse ter convicção de que é possível reverter o quadro da crise e retomar a confiança. O presidente interino afirmou ainda ter formado uma equipe econômica com "olhos voltados para o Brasil" e pediu que sua equipe trabalhe duro, com os olhos no horizonte, e com ética.

Por fim, ao comentar sobre a Operação Lava Jato, que já derrubou dois de seus ministros, Temer voltou a negar interferência na investigação. "Eu quero revelar pela enésima vez, pela enésima vez, que ninguém vai interferir na chamada Lava-Jato. A toda hora eu leio que querem derrubar a Lava-Jato", declarou. "Sem nenhum deboche em dizer pela enésima vez: não haverá a menor possibilidade de qualquer interferência do Executivo nesta matéria", acrescentou.

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Temer diz ter "convicção" de que vai reverter quadro de crise no país

Yara Aquino – O presidente interino Michel Temer dá posse aos presidentes da Petrobras, Pedro Parente, do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, e do Ipea, Ernesto LozardoMarcelo Camargo/Agência Brasil
Em um discurso focado na economia, o presidente interino, Michel Temer, disse hoje (1°) que o Brasil está mergulhado em uma das "grandes crises de sua história". Ele afirmou que evita falar em "herança" deixada para seu governo, mas considera importante informar o cenário encontrado. O presidente interino disse ter a "convicção" de que é possível reverter esse quadro de crise e retomar a confiança e o crescimento.

"O país – não vamos ignorar – se encontra mergulhado numa das grandes crises da sua história, numa conjugação de vários problemas ocasionados por erros dos mais variados ao longo do tempo que comprometem a governabilidade e a qualidade de vida da nossa gente", disse, em discurso no Palácio do Planalto, na cerimônia de posse dos presidentes dos bancos públicos, da Petrobras e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

"Não falarei em herança de espécie nenhuma. Até precisamos modificar esses hábitos que se instalaram no Brasil, como se o passado fosse responsável pelo presente. Não falarei em herança de espécie nenhuma, apenas revelo a verdade dos fatos para que oportunistas não venham a debitar os erros dessa herança em nosso governo", acrescentou.

O presidente interino citou o atual cenário do país, que soma 11 milhões de desempregados, e disse que a inflação ainda "inspira vigilância". Temer disse ainda que o déficit de R$ 96 bilhões na conta pública apontado pelo governo anterior atinge, na realidade, a casa dos R$ 170 bilhões. "Este é o cenário em que assumimos o governo, mas tenho a mais absoluta convicção de que é possível reverter esse quadro e retomar a confiança e o crescimento", ressaltou.

Aos presentes, o presidente interino disse que um sentimento de união nacional é fundamental para reverter a crise, e apontou medidas da agenda positiva, tomadas neste início de governo, como a redução da administração pública, a discussão e aprovação no Congresso Nacional da nova meta fiscal e o projeto que limita despesas, estabelecendo um teto para os gastos públicos. "Todas essas medidas não resolverão da noite para o dia os nossos imensos problemas, mas é preciso imediatamente recuperar a confiança do provo brasileiro".

Temer deu posse aos presidentes da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, presidente da Petrobras, Pedro Parente, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), Maria Silvia Bastos, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ernesto Lozardo.

"Ninguém vai interferir na Lava Jato", diz Temer

Ao dar posse, hoje (1°), a presidentes de bancos e instituições públicas, o presidente interino, Michel Temer, disse que revelaria pela "enésima vez" que "ninguém vai interferir" na Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.

"A toda hora, leio uma ou outra notícia que o objetivo é derrubar a Lava Jato. Sem nenhum deboche, digo pela enésima vez, não haverá a menor possibilidade de qualquer interferência do Executivo nesta matéria", disse.

Temer deu posse aos presidentes da Petrobras, Pedro Parente, da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), Maria Silvia Bastos, e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ernesto Lozardo.

Ele destacou que essas instituições são não patrimônio de um governo ou grupo político e que os novos dirigentes têm o perfil de competência e eficiência que se quer imprimir ao Estado brasileiro. "Petrobras, BNDES, BB, Caixa, Ipea, IBGE, são patrimônio não deste ou daquele governo, não deste ou daquele grupo político, são patrimônio do conjunto da sociedade brasileira, essa é a grande realidade", destacou Temer.

Recursos para saúde e educação

No discurso, o presidente interino disse que o projeto que o governo irá encaminhar ao Congresso Nacional para limitar despesas, estabelecendo um teto para os gastos públicos, não vai interferir nos recursos destinados à saúde e à educação. "Os percentuais referentes à saúde e à educação não serão modificados. Muitas vezes vejo afirmações de que esse governo vai destruir tudo que diz respeito àquilo que mais toca os setores sociais".

Ao dar posse, hoje (1°), a presidentes de bancos e instituições públicas, o presidente interino, Michel Temer, disse que revelaria pela "enésima vez" que "ninguém vai interferir" na Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.

"A toda hora leio uma ou outra notícia que o objetivo é derrubar a Lava Jato. Sem nenhum deboche, digo pela enésima vez, não haverá a menor possibilidade de qualquer interferência do Executivo nesta matéria", disse.

Temer deu posse aos presidentes da Petrobras, Pedro Parente, da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), Maria Silvia Bastos e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ernesto Lozardo.

Ele destacou que essas instituições são não patrimônios de um governo ou grupo político e que os novos dirigentes tem o perfil de competência e eficiência que se quer imprimir ao Estado brasileiro. "Petrobras, BNDES, BB, Caixa, Ipea, IBGE, são patrimônio não deste ou daquele governo, não deste ou daquele grupo político, são patrimônio do conjunto da sociedade brasileira, essa é a grande realidade", afirmou.