Temer põe em risco milhares de empregos com vendas da Embraer e da Braskem

A crítica é da CUT; "A decisão do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP) de aprovar a venda da Embraer pode tirar o emprego direto e indireto de pelo menos 20 mil trabalhadores, sobretudo de engenheiros, no Vale do Paraíba, região da cidade de São José dos Campos, onde a fábrica está instalada"

Temer põe em risco milhares de empregos com vendas da Embraer e da Braskem
Temer põe em risco milhares de empregos com vendas da Embraer e da Braskem (Foto: Ueslei Marcelino - Reuters)

247 - A Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirma que "a decisão do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP) de aprovar a venda da Embraer pode tirar o emprego direto e indireto de pelo menos 20 mil trabalhadores, sobretudo de engenheiros, no Vale do Paraíba, região da cidade de São José dos Campos, onde a fábrica está instalada".

"Os compradores norte-americanos da Boeing podem simplesmente fechar a fábrica no Brasil e transferi-la para qualquer parte do mundo", diz a entidade, em seu site. "Já a venda da Braskem à holandesa LyondellBasell, prevista para ocorrer em outubro, pode colocar em risco os postos de trabalho de cerca de cinco mil trabalhadores em todo o País, sendo dois mil apenas na Bahia, onde está concentrado o maior número de empresas petroquímicas do Brasil", acrescenta. 

Segundo a CUT, "no caso da Embraer, não é só a perda de milhares de empregos que podem trazer prejuízos irreparáveis ao estado de São Paulo e ao Brasil. Perde-se também a possibilidade de dar continuidade à estratégia de alcançar a soberania nacional por meio da política de substituição de importações em vários setores, entre eles a indústria aeronáutica, de acordo com modelo que se iniciou com o projeto de industrialização nacional (1930-1980)".

"O fim da soberania nacional provocada por Temer pode ser confirmado com a venda de estatais de setores estratégicos para o País aos chineses, holandeses, norte-americanos, britânicos e noruegueses. A Eletrobras tem entre seus principais possíveis compradores o governo chinês; a Petrobras, a norte-americana Shell, entre outras empresas estrangeiras, incluindo uma estatal da Noruega", diz.

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