Temer quer elevar contribuição previdenciária dos servidores

Sem saber de onde mais tirar dinheiro, inclusive para pagar a conta dos deputados que comprou para escapar do processo de Janot, Michel Temer que mexer na contribuição dos servidores para a Previdência; alíquota descontada dos funcionários federais, que hoje é de 11%, passaria a ser escalonada de acordo com o salário, podendo chegar a 14%; com a medida, equipe econômica prevê uma arrecadação extra de R$ 1,9 bilhão por ano

Presidente Michel Temer durante cerimônia em São Paulo 08/08/2017 REUTERS/Leonardo Benassatto
Presidente Michel Temer durante cerimônia em São Paulo 08/08/2017 REUTERS/Leonardo Benassatto (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Na tentativa de reduzir gastos com o funcionalismo, a equipe econômica estuda aumentar a alíquota previdenciária de servidores federais para até 14%. A medida renderia R$ 1,9 bilhão a mais por ano aos cofres do governo.

A contribuição dos servidores ao regime próprio de Previdência (RPPS) hoje é de 11% sobre a remuneração. A ideia em estudo pelo governo é estabelecer diferentes faixas de contribuição, conforme o salário, com a alíquota máxima de 14%. Assim, quem ganha mais também pagaria um valor maior. Esse modelo já existe no INSS: os trabalhadores da iniciativa privada pagam entre 8% e 11% de seus salários ao mês.

A medida é bem vista por especialistas, que ressaltam o desequilíbrio nas contas não só do INSS, mas também na Previdência nos servidores. O rombo no RPPS chegou a R$ 82,5 bilhões em 12 meses até junho deste ano, e a previsão do governo é de que atinja R$ 85,2 bilhões até o fim de 2017. Mais da metade do resultado negativo vem dos benefícios pagos a servidores civis.

As informações são de reportagem de Idiana Tomazelli no Estado de S.Paulo.

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