Tijolaço: a conta do golpe é no lombo dos pobres

O jornalista Fernando Brito, editor do Tijolaço, destaca matéria do jornal Valor Econômico que mostra como "os pobres estão pagando a conta da crise e dos “cortes”" do governo Michel Temer; programas como o Luz para Todos, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Minha Casa, Minha Vida estão tendo suas verbas reduzidas drasticamente; somente no Minha Casa, Minha Vida, os pagamentos que foram de R$ 20,7 bilhões em 2015, recuaram para R$ 7,9 bilhões em 2016 e para R$ 1,8 bilhão de janeiro a agosto deste ano; "Claro, a “culpa” é sempre da previdência, este nababesco valor de um salário mínimo pago à imensa maioria", ressalta Brito

Feira no Rio de Janeiro. 19/03/2015 REUTERS/Ricardo Moraes
Feira no Rio de Janeiro. 19/03/2015 REUTERS/Ricardo Moraes (Foto: Paulo Emílio)

Por Fernando Brito, no TijolaçoDo insuspeitíssimo Valor, sobre como os pobres estão pagando a conta da crise e dos “cortes”:

Antes usado como vitrine em campanhas eleitorais, programas sociais como Luz para Todos, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Minha Casa, Minha Vida estão praticamente desaparecendo em meio à restrição fiscal. Diante do sucessivo aumento das despesas obrigatórias, puxado pela Previdência Social, há cada vez menos espaço no orçamento para essas ações.

No caso do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, os pagamentos chegaram à marca de R$ 20,7 bilhões em 2015, recuaram para R$ 7,9 bilhões em 2016 e somam apenas R$ 1,8 bilhão de janeiro a agosto deste ano. O PAA, que permite a compra de produtos da agricultura familiar pelo governo federal, teve desembolsos de R$ 41 milhões neste ano (até junho), uma redução de 91% nos pagamentos contra 2016 todo.

Já o Luz Para Todos, que dá acesso à energia elétrica para a população rural, tem recuo de 79% no período (para apenas R$ 44 milhões neste ano). Os números foram compilados pelo Valor a partir de dados do governo e do Congresso.

O gráfico é do jornal, ao qual acrescentei os números contidos na matéria sobre o “Minha Casa, Minha Vida”.

Claro, a “culpa” é sempre da previdência, este nababesco valor de um salário mínimo pago à imensa maioria.


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