Tijolaço: desempregados terão que apelar para o pensamento positivo?

De outubro para novembro aumentou em 116.747 o número de trabalhadores brasileiros que vão ter, obrigados, a seguir o conselho do Presidente Michel Temer e fazer “pensamento positivo” para 2017; análise de Fernando Brito sobre a catástrofe econômica produzida pelo golpe de Temer

Temer diminuto
Temer diminuto (Foto: Leonardo Attuch)
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Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

De outubro para novembro aumentou em 116.747 o número de trabalhadores brasileiros que vão ter, obrigados, a seguir o conselho do Presidente Michel Temer e fazer “pensamento positivo” para 2017.

Porque terminaram 2016  com pensamentos muito, muito negativos sobre o senhor presidente, por uma razão para lá de justa: perderam seus empregos.

Estes 116.747 foram o saldo negativo divulgado hoje pelo Cadastro Geral de Empregados e Desembregados do Ministério do Trabalho, que mede a criação ou perdas de vagas exclusivamente no mercado formal. Contados os que perderam o “bico”, claro, o número é certamente maior.

Segundo a Agência Reuters, o número de desempregados veio muito acima do que o “mercado” esperava, quase o dobro: as estimativas eram da perda de 62 mil empregos.

Comemorar que os números sejam “um tiquinho” abaixo das perdas observadas na “safra Levy” é, do ponto de vista econômico, uma bobagem, porque os cortes, agora, estão se dando sobre uma força de trabalho muito menor, já quase o mínimo para manter as  empresas  funcionando.

O que temos agora é corte de vagas sobre corte de vagas.

Tanto é que as consultorias especializadas estimam que o número de desempregados suba ainda um millhão, chegando a 13 milhões de pessoas sem meios de ganhar a vida.

Um quadro dantesco que, infelizmente, parece hoje ser otimista.

Haja pensamento positivo…

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