Tombini: ajuste é essencial para retomada do crescimento

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou neste domingo que o ajuste econômico promovido pelo governo é necessário, ainda que cobre um preço sobre o crescimento da atividade no curto prazo; "Esse processo de ajuste tem um preço sobre o crescimento no curto prazo, mas é essencial para restaurar o crescimento sustentável nos próximos anos", disse Tombini

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou neste domingo que o ajuste econômico promovido pelo governo é necessário, ainda que cobre um preço sobre o crescimento da atividade no curto prazo; "Esse processo de ajuste tem um preço sobre o crescimento no curto prazo, mas é essencial para restaurar o crescimento sustentável nos próximos anos", disse Tombini
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou neste domingo que o ajuste econômico promovido pelo governo é necessário, ainda que cobre um preço sobre o crescimento da atividade no curto prazo; "Esse processo de ajuste tem um preço sobre o crescimento no curto prazo, mas é essencial para restaurar o crescimento sustentável nos próximos anos", disse Tombini (Foto: Leonardo Attuch)

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou neste domingo que o ajuste econômico promovido pelo governo é necessário, ainda que cobre um preço sobre o crescimento da atividade no curto prazo.

Durante participação em painel do Banco de Compensações Internacionais (BIS), em Basileia, na Suíça, ele afirmou que o processo guiará a redução das vulnerabilidades domésticas e externas, colocando a dívida pública em trajetória de queda e levando a inflação de volta ao centro da meta, de 4,5 por cento, no final do ano que vem.

"Esse processo de ajuste tem um preço sobre o crescimento no curto prazo, mas é essencial para restaurar o crescimento sustentável nos próximos anos", disse Tombini.

Economistas de instituições financeiras vêm sucessivamente piorando suas estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB), com as mais recentes projeções apontando contração de 1,45 por cento na atividade este ano, segundo o boletim Focus.

O próprio BC piorou significativamente sua previsão para o desempenho da economia, passando a ver queda de 1,1 por cento no PIB em 2015 ante recuo de 0,5 por cento antes.

Durante sua fala, Tombini apontou que as famílias brasileiras estão moderando o consumo e a contratação de novos empréstimos neste cenário, com muitas também renegociando condições de crédito.

Ele destacou, contudo, que os empréstimos duvidosos seguem em níveis baixos, com o setor bancário "bem capitalizado e bem provisionado".

Para Tombini, a recuperação do consumo ocorrerá em ritmo moderado, "de mãos dadas com uma expansão sustentável do crédito e consistente com um crescimento baseado no investimento".

Mesmo com o visível esfriamento econômico, o BC vem aumentando a taxa básica de juros para combater a inflação, que segue alta neste ano, impactada pelo reajuste de preços administrados e pela alta do dólar ante o real.

Apesar de já ver a inflação batendo em 9 por cento em 2015, muito acima do teto da meta de 6,5 por cento, o BC vem reforçando o comprometimento com o IPCA na metade deste patamar ao fim de 2016, sugerindo um aperto mais duro nos juros pela frente para conseguir cumprir a tarefa.

No início do mês, a autoridade monetária elevou a Selic em 0,5 ponto percentual pela quinta vez consecutiva, a 13,75 por cento ao ano.

MERCADO IMOBILIÁRIO

Neste domingo, Tombini também afastou a possibilidade de o Brasil estar vivendo um momento de endividamento excessivo das famílias, em especial no que diz respeito ao crédito imobiliário.

Ele afirmou que o país lida com esses riscos com medidas preventivas, sendo que as famílias respondem melhor à ação da política monetária atualmente porque são mais "homogêneas" em função da redução das desigualdades.

"O mercado brasileiro tem sido altamente regulamentado", disse Tombini, citando fatores como o baixo número de financiamentos imobiliários por mutuário e um sistema de amortização constante na maior parte dos contratos, com parcelas iniciais mais altas que as finais.

(Por Marcela Ayres)

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