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Trabalhadores da Caixa criticam Lira e apontam risco de volta ao fisiologismo

"A sociedade brasileira, os empregados, aposentados e clientes não vão permitir a entrega desse importante patrimônio público para uso fisiológico", dizem os trabalhadores em nota

Brasília: Prédio da Caixa Econômica Federal (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - Associações de trabalhadores da Caixa Econômica Federal reagiram com veemência às declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), de que o banco público estará sob seu comando e de que haverá indicações políticas de cargos de direção que passarão por sua aprovação. >>> Lira critica supostos excessos da PF, diz que Lula hoje tem 350 votos na Câmara e afirma que indicará comando da Caixa

"A Lei das estatais, o estatuto e outras normas impedem essa prática. Além disso a sociedade brasileira, os empregados, aposentados e clientes não vão permitir a entrega desse importante patrimônio público para uso fisiológico em atendimento a interesses excusos", destacam nove entidades trabalhistas da Caixa em nota.

No texto, a Advocef, Anacef, Aneac, Apcef/RS, Agcef, AudiCAIXA, Contec Brasil, Fenag e Social Caixa ressaltam que a instituição financeira já foi alvo, em 2017, "de denúncias e investigação do MP por conta da prática de fisiologismo", o que resultou em "mudanças estatutárias, com exigência de processo seletivo para os cargos de direção".

"E agora, num governo eleito com apoio dos trabalhadores, esse mesmo grupo tenta fazer a história de repetir como farsa. O presidente da Câmara, Arthur Lira, acha que a Caixa é a famosa 'padaria do seu Joaquim', alusão usada por seu grande amigo e aliado Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa. Afirma pelos quatros cantos, do país e fora dele, que manda mais que o governo federal e que vai colocar quem bem entender na direção do banco e que distribuirá cargos entre políticos, como uma xepa", destaca a nota. 

"É hora de reagirmos! Centrão, vá bater na porta de outra freguesia", finaliza o texto.