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Uma banqueira resignada, à espera da prisão

Conformada com seu destino, Kátia Rabello, dona acidental do Banco Rural, fala sobre a expectativa de que venha ser presa após o fim do julgamento da Ação Penal 470 e diz que chegou a questionar o sentido da vida

Uma banqueira resignada, à espera da prisão (Foto: Edição 247)

Minas 247 – Ex-bailarina, Kátia Rabello se tornou banqueira por acaso, após as mortes da irmã Junia, do pai Sabino e do ex-presidente Rural, José Augusto Dumont. Forçada pelas circunstâncias a tomar a frente dos negócios da família, ela se viu ré na Ação Penal 470 e está pronta para ser presa, após o fim do processo. Em entrevista ao jornalista Mario Cesar Carvalho, da Folha, ela diz ter questionado o sentido da vida. Confira trechos:

Sentimento diante da possível prisão

Questionei o sentido da minha vida. Quando uma pessoa luta para fazer o que é certo e não prejudicar ninguém, e ao fim se vê diante de um castigo como esse, o sentimento é de desesperança.

Banqueira acidental
É claro que minha vida no banco foi duríssima. Uma catástrofe atrás da outra. Por outro lado, vejo como uma missão. O fato de o banco ter superado todas as crises e não ter dado prejuízo a ninguém me dá forças para seguir em frente.

Jantar com José Dirceu
Apenas apresentei a questão do Banco Mercantil de Pernambuco, que já tinha parecer técnico do Banco Central favorável para o levantamento de sua liquidação desde 2002.

Arrependimento dos empréstimos ao PT
Eu não participei da concessão desses empréstimos. Como vou me arrepender de uma coisa que eu não fiz?

Consciência tranquila
Penso muito nisso. Tenho minha consciência em paz. Sei que sempre busquei fazer o certo. Por pior que seja o meu destino, agradeço a Deus por não ter causado prejuízo a ninguém. Essa sempre foi a minha obsessão.

Papel do Banco Rural

Sempre vi a história do Rural como um banco de crédito que ajudou pequenas e médias empresas a crescer. Minha atuação foi no sentido de melhorar os processos internos e a imagem do banco. Jamais conduzi qualquer negócio ilegal.