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Usado por Cunha, banco suíço pagará R$ 2 bilhões por evasão fiscal

O banco suíço Julius Baer, usado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou que vai pagar US$ 547 milhões (R$ 2,1 bilhões) como parte de um entendimento com a Justiça americana; a instituição financeira suíça estava sob investigação criminal desde 2011 por ajudar centenas de clientes americanos a evadir o fisco nos EUA; o banco também foi uma das principais instituições citadas em acordos de delação premiada na Operação Lava Jato

O banco suíço Julius Baer, usado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou que vai pagar US$ 547 milhões (R$ 2,1 bilhões) como parte de um entendimento com a Justiça americana; a instituição financeira suíça estava sob investigação criminal desde 2011 por ajudar centenas de clientes americanos a evadir o fisco nos EUA; o banco também foi uma das principais instituições citadas em acordos de delação premiada na Operação Lava Jato (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O banco suíço Julius Baer, usado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou que vai pagar US$ 547 milhões (R$ 2,1 bilhões) como parte de um acordo com a Justiça americana. A instituição financeira suíça estava sob investigação criminal desde 2011 por ajudar centenas de clientes americanos a evadir o fisco nos Estados Unidos. O banco também foi uma das principais instituições citadas em acordos de delação premiada na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga um esquema de corrupção envolvendo políticos, empreiteiros e a Petrobras.

No Brasil, o banco é citado em diversas suspeitas sobre depósitos de propinas e tem várias contas bloqueadas, atualmente. O deputado Eduardo Cunha (PMDB­RJ), por exemplo, mantém contas no valor de US$ 2,4 milhões. Ele nega. Mas seus advogados entraram na Justiça na Suíça para impedir que os extratos sobre suas movimentações fossem enviados ao Brasil, mas foram derrotados.

Oficialmente, a instituição não comenta o caso. As informações foram divulgadas pelo Estadão. Nos EUA, porém, o banco é uma das instituições financeiras suíças processadas por ajudar clientes americanos a retirar dinheiro do País e abrir contas secretas em Genebra ou Zurique.

Com o objetivo de evitar multas ainda maiores, o banco anunciou que chegou a um "acordo de princípios" com a Procuradoria­ Geral de Nova Iorque. O acordo ainda precisa ser aprovado pelo Departamento de Justiça, o que deve ocorrer no primeiro trimestre de 2016.

De acordo com o banco suíço, um total de US$ 547 milhões foram reservados para arcar com o custo do acordo, o que representa todo o lucro do banco em 2014. A instituições do país europeu indicou, porém, que que ainda deve registrar lucros líquidos para 2015 e disse que "continua comprometido em cooperar de forma pró­ativa com as investigações do Departamento de Justiça (dos EUA)"