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Usiminas sofre com avaliação negativa do Barclays

Papeis da siderrgica mineira foram os que mais perderam hoje na Bovespa

247 – Quando uma empresa, qualquer seja o seu porte, entra no radar de um grande banco pelo ângulo negativo, há sempre poucas de o papel não sofrer. E muito. Essa lógica funcionou outra vez, hoje, em relação à siderúrgica Usiminas. Os papeis da companhia tiveram a pior performance da Bolsa de Valores de São Paulo, perdendo dolorosos 5,76%. O principal motivo está na avaliação do Barclays Capital que, em meio à degradação do setor siderúrgico mundial, reduziu a recomendação para as ações preferenciais classe A da Usiminas (USIM5). Pela metodologia do banco, significa que a ação deverá ter um desempenho abaixo da média das empresas do setor em um horizonte de investimentos de 12 meses. O preço-alvo do papel também foi revisado, passando de R$ 15 para R$ 11, o que implica em um potencial de desvalorização de 18,5% em relação ao fechamento da última terça-feira (23).

Para piorar, os analistas Leonardo Correa e Pedro Grimaldi destacaram que as ações estão relativamente "caras" em relação aos seus pares e, além disso, os profissionais não se mostram muito otimistas com uma possível entrada da CSN em seu capital. Ele prefeririam que a Usiminas estivesse negociando com o grupo Gerdau. "Na nossa visão, um acordo com a Açominas - ativo de mineração da Gerdau - podia oferecer um potencial de sinergias maior", afirmam os especialistas do Barclays. Se você está ‘plantado’ em Usiminas, o melhor é ter paciência.