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Economia

Vaidoso, Abilio apelou por ‘saving face’ (salvar aparências) para se manter no comando

Quem conta o presidente do Casino, que diz que Diniz insultou seus parceiros leais

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247 _ Ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do Casino, Jean-Charles Naouri contou o quanto Abilio Diniz escondeu de seus sócios franceses as negociações secretas com o adversário Carrefour. “Há dois anos, Diniz disse que gostaria de renegociar o acordo por uma questão de ‘saving face’ (salvar as aparências), que gostaria de manter o seu status, a posição elevada que havia conquista no Brasil”, disse Naouri. “Há um ano, finalmente ele me disse que não gostaria que tomasse o controle (do Pão de Açúcar) em 2012. Eu lhe disse que seria muito difícil aceitar, depois de ter investido US$ 2 bilhões, ter esperado 13 anos e pago duas vezes pelo prêmio de controle”. Mais tarde, contou o presidente do Casino, Abilio “em tom de ameaça e sem ser mais preciso, disse que teria outras alternativas (para não perder o controle do Pão de Açúcar)”. Naouri pediu, num momento seguinte, para Abilio dizer com quem estava negociando, o que ele seria obrigado a revelar por força do acordo entre acionistas. “Ele se negou e disse que não tinha outra escolha a não ser brigar”.

O francês lamentou o comportamento de Diniz em todo essse longo episódio. “Ao longo dos anos, eu tinha me esforçado sempre em ser um parceiro impecável, inclusive nas menores coisas. E esperava o mesmo comportamento da parte dele”.

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A seguir, noticiário de 247 publicado anteontem:

247 _ O empresário Abilio Diniz lançou mão de uma estratégia de mídia para defender, até a última hora, a proposta de fusão entre o Pão de Açúcar e o Carrefour. A fórmula proposta evita que ele, no próximo ano, perca o controle do grupo para seus sócios do Casino, como reza acordo de acionistas assinado em 2005, e, ainda, o tornaria líder de um império de supermercados avaliado em R$ 65 bilhões, com quase 3 mil endereços no Brasil. Por isso, Abilio ocupa hoje, simpático, boa parte da mídia, deixando vazar informações em que o Pão de Açúcar tenta mostrar o negócio como excelente para todas as partes envolvidas. O próprio Abilio declarou no final de semana que até mesmo o BNDES, que entraria com 85% do dinheiro envolvido (dois milhões de euros, conforme comunicado do banco estatal) para ter uma participação inferior a 10% no novo negócio, faz “o melhor negócio da sua vida” ao apoiá-lo.

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O certo é que os atuais sócios franceses de Abilio, da rede Casino, parecem alheios a essas e outras questões. Todas as informações convergem para um sonoro não a ser dito hoje, no final da tarde, pelo CEO do Casino, Jean-Charles Naouri, ao presidente do BNDES, Luciano Coutinho, em audiência cuja pauta é a vontade do Casino em fazer a fusão. Os franceses, apesar de toda a movimentação de Abilio, insistem querer manter tudo como está, à espera da manutenção do contrato que lhes dá, já em 2012, o controle do Pão de Açúcar. A surpresa poderá ser uma manifestação de Naouri pela compra imediata da parte de Diniz do negócio, para afastá-lo o quanto antes da gestão.

 

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