Valente vence a guerra da Vivo

Est decidido: Antnio Carlos Valente fica no comando a Telefnica ( esq.) e da Vivo; Roberto Lima ( dir.) deixa a companhia; desafio enfrentar o crescimento da TIM; Claro ficou estagnada

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247 – Nos últimos dez meses, dois executivos, Antônio Carlos Valente e Roberto Lima, travaram uma disputa acirrada pelo comando da maior empresa brasileira de telecomunicações: a Telefônica, que controla a Vivo. Ambas se fundiram em julho do ano passado, quando os controladores espanhóis e portugueses fecharam, na Europa, um negócio de 7,5 bilhões de euros. Nesta semana, veio a decisão: Valente, ligado aos espanhóis, fica no comando das duas companhias. Lima está deixando a Vivo.

Hoje, a maior parte do lucro do grupo Telefônica vem do Brasil. A empresa é praticamente monopolista em São Paulo e a Vivo tem mais de 50 milhões de clientes na telefonia celular. Embora a companhia de telefonia celular estivesse mais acostumada a competir, prevaleceu na escolha do CEO o estilo mais contido de Valente. Ex-diretor da Agência Nacional de Telecomunicações, ele é discreto e gosta de se mover nos bastidores. Lima, por sua vez, é uma personalidade exuberante, que frequenta colunas sociais de forma assídua.

O grande desafio da Vivo é enfrentar o crescimento da italiana TIM, cuja base de clientes é a que mais cresce no mercado de telefonia celular. Com uma política comercial agressiva, a TIM, comandada pelo executivo Luca Luciani, está muito perto de superar a Claro na vice-liderança do mercado brasileiro. Há um ano, a empresa estava 3,2 milhões de clientes atrás da Claro. Hoje, a diferença que as separa é de 589 mil clientes. Além disso, quando o ranking é feito pelas receitas de cada empresa - e não pelo número de clientes - a TIM já está bem à frente da Claro, que está estagnada no Brasil. A Vivo tem 33,8% do bolo das receitas, contra 27,3% da TIM e apenas 19,3% da empresa controlada pelo bilionário mexicano Carlos Slim.

 

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