Venda de carros cai 20%. Cadê o Meirelles?

A mídia golpista vendeu a miragem de que bastaria derrubar Dilma Rousseff, a presidenta eleita democraticamente pela maioria do povo brasileiro, para o país voltar a crescer e gerar empregos e renda. Ela também apresentou o rentista Henrique Meirelles, o czar da economia do Judas Michel Temer, como o novo “salvador da pátria”, o homem que reestabeleceria a confiança do “deus-mercado”. Muitos “midiotas” acreditaram nestas bravatas e serviram de massa de manobra para as elites. Agora, porém, muitos já devem estar arrependidos da besteira que fizeram; análise de Altamiro Borges

ministro da Fazenda, Henrique Meirelles
ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (Foto: Leonardo Attuch)

Por Altamiro Borges

A mídia golpista vendeu a miragem de que bastaria derrubar Dilma Rousseff, a presidenta eleita democraticamente pela maioria do povo brasileiro, para o país voltar a crescer e gerar empregos e renda. Ela também apresentou o rentista Henrique Meirelles, o czar da economia do Judas Michel Temer, como o novo “salvador da pátria”, o homem que reestabeleceria a confiança do “deus-mercado”. Muitos “midiotas” acreditaram nestas bravatas e serviram de massa de manobra para as elites. Agora, porém, muitos já devem estar arrependidos da besteira que fizeram. Todos os indicadores da economia são trágicos, apesar da mídia chapa-branca tentar abafar o caos gerado pelo covil golpista.

Nesta semana, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotivos (Anfavea) divulgou os dados sobre a produção de carros em 2016. Segundo a entidade, o mercado automotivo voltou ao passado. Com queda de 20,2% nas vendas em 2016 em comparação com o ano anterior, o setor regrediu aos números registrados entre 2006 e 2007. Algumas multinacionais inclusive já repensam seus investimentos. É o caso da Chery, empresa chinesa que começou a fabricar veículos em Jacareí, no interior paulista, em 2015. No ano passado, ela passou por seguidas interrupções na produção, com funcionários afastados em regime de "lay-off" (suspensão temporária de contratos de trabalho). 

A multinacional japonesa Honda também está pessimista sobre o futuro. Nem o lançamento do modelo WR-V, previsto para o segundo trimestre de 2017, fará a montadora inaugurar a fábrica que construiu em Itirapina (a 213 km de São Paulo). A empresa deve manter só a unidade paulista de Sumaré em funcionamento. “O volume de produção de um novo carro não será o suficiente para abrirmos a fábrica de Itirapina. Não depende somente de nós, depende do crescimento do mercado. Se esperarmos muito das vendas, poderemos fazer besteira”, afirmou à Folha o executivo Issao Mizoguchi, presidente da Honda na América do Sul.

Atualmente, o Brasil possui 65 unidades de produção de veículos, com capacidade para fabricar 4,63 milhões de automóveis por ano. O clima no setor, porém, é de desânimo. O mercado interno está congelado, com a política recessiva do Judas Michel Temer, e o mercado externo sofre com a valorização artificial do real. Diante deste cenário dramático, ficam as perguntas: Cadê o “salvador da pátria”, o czar Henrique Meirelles? Cadê os “midiotas” que foram às ruas gritar “Fora Dilma”?

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