Vendas de carros recuam 6% em maio

J os emplacamentos de veculos importados saltaram mais de 18% em abril

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Na primeira quinzena do mês, as vendas de veículos ficaram abaixo do resultado de abril em 6%, mas, no comparativo com a primeira metade de maio do ano passado, foi registrado um crescimento de quase 29%. Foram vendidas 148,9 mil unidades, incluindo caminhões e ônibus, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A consultoria MB Associados prevê para o mês todo vendas de 312 mil veículos, enquanto as montadoras esperam números até superiores. A virada deve ocorrer no mês de maio, quando serão contabilizados 22 dias úteis de vendas, três a mais que em abril e dois a mais que em maio de 2010. Ambos os números, se confirmados, serão recordes para o mês de maio.

Na primeira quinzena foram contabilizados 11 dias úteis, com média diária de vendas de 13.540 unidades. Apesar da perspectiva de melhora, o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, afirma que “as medidas macroprudenciais estão surtindo efeito, causando desaquecimento no mercado, mesmo com a deflação dos preços dos automóveis.”

Ele afirmou, porém, não ter conhecimento de qualquer modificação com a liberação de crédito para a compra de automóveis por parte dos bancos nesses últimos dias. No acumulado do ano, foram licenciados até agora 1,26 milhão de veículos, alta de 6% a 7% em relação ao mesmo período de 2010. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projeta para o ano todo vendas de quase 3,7 milhões de veículos, 5% a mais que em 2010. Alguns dirigentes do setor acreditam que essa previsão poderá ser alterada para baixo.

Já os emplacamentos de veículos importados atingiram em abril 16.593 unidades em todo o País, o que representa um crescimento de 18,6% na comparação com março, segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), com base nas vendas de afiliadas à entidade. Com o resultado, a participação de automóveis importados por empresas associadas à Abeiva no mercado brasileiro aumentou de 4,85% para 6,08% no período.

Nos quatro primeiros meses de 2011, os emplacamentos de veículos importados por empresas filiadas à Abeiva somaram 52.074 unidades. O número representa 21,32% do total de veículos importados no período no País (244.275 unidades), considerando-se associados e não associados. A soma também representa 4,96% do total de veículos comercializados no mercado interno, sejam eles importados ou produzidos no País, entre janeiro e abril (1.050.214 unidades).

De acordo com a Abeiva, o crescimento nas vendas em abril foi puxado pelo início da operação de novas empresas importadoras, pela expressiva participação de veículos de entrada nas vendas e pelo avanço significativo das vendas de automóveis importados do segmento B e de utilitários esportivos.

Barreira

A projeção da Abeiva é de que 165 mil carros importados sejam comercializados no País neste ano pelas empresas associadas. Em nota, o presidente da entidade, José Luiz Gandini, admite preocupação com o sistema de monitoramento da liberação de licenças de importação em vigor desde a última quinta-feira, que prevê até 60 dias de espera.

As empresas associadas à Abeiva representam 30 marcas, 771 concessionárias, 27 mil empregos diretos e, de acordo com a associação, devem recolher mais de R$ 5 bilhões em impostos neste ano. "Confiamos no bom senso do governo, já que nosso setor está hoje maduro e consolidado", diz Gandini.

Entre as montadoras, a Kia manteve a liderança de vendas entre as associadas da Abeiva em abril, com 7.708 unidades emplacadas em todo o País, o que indica um crescimento de 14% em relação a março. Mas o que chama a atenção nos dados do mês passado é o avanço das vendas da chinesa JAC Motors, que em março comercializou 458 unidades e em abril, 2.095 veículos - crescimento de 357,4%.

A JAC saltou para a segunda posição em vendas entre as associadas da Abeiva em abril, tomando o lugar da BMW, que até então era a segunda colocada. Em março, a BMW comercializou 1.023 unidades, número que caiu para 948 veículos em abril, representando uma queda de 7,3%.

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