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Vibra, antiga BR Distribuidora, pode se fundir com empresa de energia Eneva

BTG Pactual seria um dos acionistas de referência da empresa

Distribuição da Vibra (Foto: Divulgação)

247 – A Eneva propôs uma fusão com a Vibra Energia (antiga BR Distribuidora), uma operação de troca de ações com o objetivo de formar uma empresa líder no setor de transição energética. A proposta envolve a conexão das reservas de gás da Eneva com os clientes industriais da Vibra. A informação foi revelada por fontes próximas ao assunto ao Brazil Journal. A Eneva enviou uma carta ao conselho da Vibra, sugerindo uma relação de troca entre as empresas, que possuem valores de mercado similares.

A oferta, classificada como um "merger of equals" (fusão de iguais), propõe avaliar ambas as empresas pelo mesmo valor de mercado, beneficiando principalmente a Eneva. Ao final da última sexta-feira, a Eneva tinha um valor de mercado de R$ 20,7 bilhões, enquanto a Vibra estava avaliada em R$ 25,9 bilhões. A fusão vem em um momento em que a Eneva apresenta maior alavancagem financeira que a Vibra e visa também a resolver divergências internas na governança da Eneva, onde o BTG Pactual e a Cambuhy Investimentos, ligada à família Moreira Salles, têm opiniões divergentes sobre o futuro da empresa.

O BTG Pactual, detentor de 27,5% da Eneva, continuaria como um dos principais acionistas da nova empresa. Um ponto crucial na negociação envolve a Dynamo, acionista de ambas as companhias, com participações de 10,7% na Eneva e 10,28% na Vibra. A proposta será avaliada pelo conselho da Vibra, liderado por Sergio Rial, e conta com conselheiros experientes em fusões e aquisições, como Fabio Schvartsman, Walter Schalka e Nildemar Secches.

BTG Pactual e Itaú BBA estão assessorando a Eneva, com apoio jurídico do Pinheiro Neto Advogados e Spinelli Advogados. A aceitação da oferta pela Vibra resultaria na contribuição de ativos no valor de R$ 2,5 bilhões pelo BTG Pactual à nova empresa formada pela fusão.