Vitória de Biden significa melhores condições econômicas para o Brasil, afirma economista Juliane Furno

Para Juliane, Biden tem um plano mais consistente de retomada da economia dos EUA e também deve relaxar a política protecionista do país. “O crescimento econômico dos EUA nos favorece e um maior protecionismo da economia norte-americana tende a ser mais prejudicial para a economia brasileira”, disse. Assista na TV 247

(Foto: Reuters | Divulgação)
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247 - A economista Juliane Furno disse à TV 247 que a vitória do candidato democrata na eleição presidencial dos Estados Unidos em 2020, Joe Biden, suscita melhores condições econômicas para o Brasil na medida em que tende a diminuir o protecionismo norte-americano e coloca em prática um plano “mais factível” para a retomada do crescimento estadunidense.

“O crescimento econômico dos Estados Unidos nos favorece e um maior protecionismo da economia norte-americana tende a ser mais prejudicial para a economia brasileira. Neste sentido, a vitória do Biden significa melhores condições econômicas”, afirmou.

Ela explicou que a recuperação da economia dos EUA resulta na recuperação de todas as outras economias mundiais, incluindo a brasileira. “Biden tem um programa de retomada do crescimento econômico mais factível para os Estados Unidos, a vitória dele é melhor, do ponto de vista econômico, não só para o Brasil mas para o mundo todo, porque a retomada da economia norte-americana significa a retomada de todas as outras economias. Se eles crescem economicamente, eles demandam mais mercadorias, que eles compram da gente”.

Juliane também esclareceu que uma nova administração do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, daria continuidade a uma política protecionista, e que incentiva outros países a irem na mesma direção, e, portanto, prejudica relações comerciais do Brasil. “Trump tem já exercitado, e provavelmente no pós-pandemia vários outros países vão exercitar cada vez mais um protecionismo econômico. O que o Trump fez sobretaxando fortemente o alumínio brasileiro é um pouco paliativo da política protecionista que vários Estados vão adotar no próximo período, que é sobretaxar nossos produtos e nos deixar em uma situação mais vulnerável”.

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