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Vitória de Trump pode custar US$ 1 trilhão aos EUA, diz consultoria

A economia dos Estados Unidos pode ficar 1 trilhão de dólares menor do que seria de se esperar para 2021 se o candidato presidencial republicano Donald Trump vencer a eleição de novembro, disse a empresa de pesquisa econômica Oxford Economics nesta terça-feira

Republican presidential candidate Donald Trump speaks at a rally in Dallas, Texas September 14, 2015. REUTERS/Mike Stone (Foto: Leonardo Attuch)

LONDRES (Reuters) - A economia dos Estados Unidos pode ficar 1 trilhão de dólares menor do que seria de se esperar para 2021 se o candidato presidencial republicano Donald Trump vencer a eleição de novembro, disse a empresa de pesquisa econômica Oxford Economics nesta terça-feira.

Embora a firma tenha dito que as políticas de Trump – entre elas mais medidas comerciais protecionistas, cortes de impostos e deportação em massa de imigrantes ilegais – possam ser atenuadas nas negociações com o Congresso, elas poderiam ter consequências "adversas".

"Caso o senhor Trump se mostre mais bem-sucedido em obter a adoção de suas políticas, as consequências poderiam ser abrangentes: tirando 5 por cento do nível do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA em relação ao cenário-base e minando a recuperação antecipada para o crescimento global", alertou.

A Oxford Economics descreve a si mesma como uma empresa de consultoria independente global e tem sede em Oxford, na Inglaterra, mas também possui escritórios em vários lugares do mundo, entre eles Chicago, Miami, Filadélfia, San Francisco e Washington.

Tendo em vista este cenário-base, a Oxford Economics acredita que o PIB norte-americano irá crescer em uma taxa basicamente constante de cerca de 2 por cento a partir de 2017, chegando a 18,5 trilhões de dólares em 2021.

A Oxford Economics disse que o cenário-base pressupõe uma vitória da candidata presidencial democrata Hillary Clinton na votação do dia 8 de novembro e um Congresso dividido entre uma Câmara dos Deputados republicana e um Senado democrata, o que resultaria em grande parte em uma continuação das políticas atuais.

As pesquisas de intenção de voto mais recentes mostram a ex-secretária de Estado Hillary na dianteira, mas sua vantagem vem diminuindo nas últimas semanas.

(Por John Geddie)