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Economia

Vivo em alta, Telefônica em baixa

Operadora de telefonia mvel tem lucro enquanto resultado da controladora cai 14% no trimestre

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Lu Miranda_247 - Os números vieram bons, agradaram os analistas e o mercado respondeu com a compra de ações da Vivo na quinta-feira12. E uma das recomendações veio do analista da Corretora Bradesco, Luis Fernando Azevedo. Ele ressaltou que os resultados da operadora de telefonia móvel vêm sendo consistentes nos últimos trimestres, principalmente pelo desempenho com os celulares pós-pagos. “Houve melhor margem em uma situação diferenciada em comparação com outras empresas do setor. Um resultado acima do esperado por nós”, reforça Azevedo.

A Vivo, que é controlada pela Telefônica, teve lucro líquido de R$ 710,2 milhões no primeiro trimestre, avanço de 270,1% ante igual período de 2010. O Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, na sigla em inglês) somou R$ 1,65 bilhão, 29,6% superior na mesma comparação. A margem Ebitda encerrou o trimestre em 34,3%, 4,2 pontos porcentuais acima do mesmo intervalo do ano anterior.

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A receita líquida cresceu 13,7% para R$ 4,8 bilhões e a base da Vivo totalizou 62,1 milhões de clientes, o que representa 15% de aumento anual, sendo que 38,7% das adições líquidas do trimestre foram no segmento pós-pago. O total de adições líquidas no período foi de 1,8 milhão de acessos (queda de 20% sobre o primeiro trimestre de 2010).

Além de bons resultados operacionais, a Vivo encerrou o primeiro trimestre de 2011 com dívida líquida de R$ 1,6 bilhão, retração de 8,3%. O endividamento também é 60% inferior ao montante anunciado um ano antes, de R$ 4 bilhões. A companhia atribui o declínio à geração de caixa operacional no período. Em relação ao final de dezembro, o endividamento bruto diminuiu R$ 312 milhões, para R$ 3,6 bilhões. Desse montante, R$ 3,1 bilhões são de longo prazo e 16,8% está denominado em moeda estrangeira. No balanço financeiro, a companhia explica que a exposição cambial da dívida está totalmente coberta por operações de proteção cambial (hedge).

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Os investimentos da empresa somaram R$ 339,7 milhões no trimestre. Segundo a companhia, a aplicação dos recursos ficou concentrada na ampliação da capacidade e qualidade da rede e na área de tecnologia da informação. Luiz Fernando Azevedo aponta como preço alvo para o papel da Vivo R$ 70,00, não considerando a fusão com a Telesp que deve ocorrer em junho deste ano. Para o analista, o mercado espera maior valorização das ações. “Haverá sinergia fiscal e operacional com maior alta dos papéis a partir 2012”, afirma. Na quinta-feira 12, o papel VIVO4 fechou a R$ 65,95 com alta de 2,57%.

Telefônica - A controladora da Vivo não apresentou um balanço satisfatório no primeiro trimestre de 2011. A Telesp (Telefônica) registrou lucro líquido de R$ 418,3 milhões, queda de 14% frente ao mesmo período do ano passado. O Ebitda ficou em R$ 1,2 bilhão, recuo de 6,8% na mesma comparação. A margem Ebitda foi de 30% de janeiro a março deste ano, com redução de 2,8 pontos porcentuais. A receita operacional líquida cresceu 1,9%, para R$ 4 bilhões.

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Azevedo explica que esse fraco resultado foi conseqüência da migração de clientes da telefonia fixa para a móvel. Além disso, a telefonia fixa tem maior competição. “A redução da margem da Telesp vem de um processo de deterioração do setor de telefonia fixa que é uma tendência e deve continuar”, alerta Azevedo. Segundo o analista, em junho, as ações da Telesp vão incorporar os papéis da Vivo.

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