Volks e Toyota paradas no Brasil

A fbrica do Paran da montadora alem enfrenta a mais longa greve de sua histria; a japonesa no tem peas para seus automveis

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Duas grandes montadoras instaladas no Brasil estão com suas atividades paralisadas por motivos. Os 3,1 mil metalúrgicos da unidade da Volkswagen em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, completam hoje 22 dias de paralisação, ultrapassando os 21 dias registrados em setembro de 2009 na greve mais duradoura até então do setor automotivo no Paraná. A Toyota sofre com a falta de peças importadas do Japão para montar seus carros.

Os trabalhadores da Volks pedem R$ 12 mil de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), dos quais R$ 6 mil a serem pagos de imediato. A empresa ofereceu R$ 4,6 mil como primeira parcela, deixando a segunda para ser discutida durante o ano. Amanhã de manhã, os metalúrgicos voltam a se reunir em assembleia para decidir os rumos do movimento. A previsão é que continuem de braços cruzados. "Desde o início os trabalhadores já se mostraram preparados para buscar o melhor acordo e esta postura da empresa em não querer avançar nas negociações só faz a categoria se fortalecer ainda mais", disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), Sérgio Butka.

De acordo com o sindicato, até hoje a empresa tinha deixado de fabricar 12.960 veículos, o que significa que aproximadamente R$ 453 milhões não foram faturados, levando-se em conta o preço médio de R$ 35 mil por carro. A unidade fabrica os veículos Fox, CrossFox, Fox Europa e Golf. Alguns fornecedores de peças para a fábrica já estão sentindo os reflexos da greve, com redução no volume de produtos e concessão de férias para trabalhadores.

A Volkswagen entrou com pedido de dissídio no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O processo ainda está sendo analisado e pode entrar na pauta da sessão do órgão especial que trata de dissídios que se realizará no dia 6 de junho. De acordo com o sindicato, alguns funcionários receberam os salários da quinzena de maio com desconto dos dias parados. Por isso, a entidade colocou o fundo de greve à disposição dos funcionários que desejarem.

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