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Brasil registra recorde histórico na abertura de empresas em 2025

Com 5,1 milhões de novos CNPJs, país avança impulsionado por pequenos negócios, serviços e ampliação do crédito, segundo dados da Receita e do Sebrae

Brasil registra recorde histórico na abertura de empresas em 2025 (Foto: Freepik)

247 - O Brasil encerrou 2025 com um marco histórico na dinâmica empresarial. Ao longo do ano, foram abertos 5,1 milhões de empreendimentos, o maior número já registrado no país, de acordo com a emissão de cartões CNPJ pela Receita Federal. O resultado confirma a expansão consistente do empreendedorismo nacional e reforça o protagonismo dos pequenos negócios na economia.

Levantamento divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base em dados consolidados na primeira semana de janeiro, aponta que o volume de novas empresas em 2025 foi 18,6% superior ao de 2024, quando haviam sido registrados cerca de 4,3 milhões de empreendimentos. Do total aberto no ano passado, mais de 4,9 milhões correspondem a pequenos negócios, o equivalente a 96% das novas empresas formalizadas no país.

A maior parte dessas iniciativas está concentrada entre os microempreendedores individuais, que somaram aproximadamente 3,8 milhões de registros. As microempresas responderam por 927 mil aberturas, enquanto as empresas de pequeno porte alcançaram 207 mil novos CNPJs. O dado consolida o papel dessas categorias como base da estrutura produtiva brasileira.

A distribuição setorial revela forte predominância do setor de Serviços, responsável por quase 64% de todas as empresas abertas em 2025, o que corresponde a cerca de 3,2 milhões de empreendimentos. Na sequência aparecem o Comércio, com 1 milhão de novos negócios, a Indústria, com 383 mil, a Construção, com 344 mil, e a Agropecuária, com 72 mil registros.

Do ponto de vista regional, o estado de São Paulo manteve a liderança absoluta na criação de empresas, concentrando 29,57% das aberturas do país no ano passado. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 10,49%, seguido pelo Rio de Janeiro, que respondeu por 8,22% do total nacional.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o desempenho reflete um esforço articulado de estímulo ao empreendedorismo. “Os números confirmam que esse avanço é resultado do trabalho coletivo para apoiar os pequenos negócios, o verdadeiro motor da geração de renda, inclusão social e desenvolvimento do país. O país vive um momento singular. Não por acaso, 57% dos microempreendedores individuais acreditam que 2026 será ainda melhor do que 2025”, afirma.

Segundo Décio Lima, a ampliação do acesso ao crédito tem sido um dos fatores decisivos para o fortalecimento do empreendedorismo brasileiro. Em 2025, o programa Acredita Sebrae encerrou o ano com uma estimativa de R$ 12 bilhões em operações de crédito avalizadas pelo Fundo de Aval do Sebrae (Fampe), ampliando as possibilidades de financiamento para pequenos negócios em diferentes regiões do país.

A expectativa da instituição é acelerar ainda mais esse processo em 2026. O Sebrae estabeleceu como meta consolidar uma carteira avaliada em R$ 30 bilhões, fortalecendo o modelo de crédito assistido e ampliando o alcance das políticas de apoio ao empreendedor. “Estamos em uma situação de pleno emprego e com inflação sob controle. Isso estimula as pessoas a apostarem nos seus sonhos, a serem donas dos próprios negócios, o que faz do Brasil um dos países mais empreendedores do mundo”, completa o presidente.

A evolução recente confirma a tendência de crescimento contínuo. Em 2020, o país registrou 3,2 milhões de aberturas de microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. O número subiu para 3,9 milhões em 2021, manteve-se em 3,7 milhões em 2022 e 2023, avançou para 4,1 milhões em 2024 e atingiu 4,9 milhões em 2025.

Entre as principais atividades econômicas escolhidas pelos novos empreendedores no último ano estão o transporte rodoviário de carga, os serviços de malote e entrega, as atividades de publicidade, os serviços de cabeleireiros e outras áreas de beleza, além das atividades de ensino. O conjunto desses segmentos reforça o peso do setor de serviços e indica a diversificação dos modelos de negócio que vêm sendo incorporados à economia brasileira.