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Brasileiros aderem ao live commerce e movimentam vendas com experiências interativas

Com 73% dos consumidores já convertendo compras em transmissões ao vivo, marcas apostam em influenciadores e tecnologia para vender mais

Brasileiros aderem ao live commerce e movimentam vendas com experiências interativas (Foto: Dragos Condrea/Freepik)

Assistir a uma live e, em poucos cliques, finalizar uma compra sem sair do sofá virou hábito comum para a maioria dos brasileiros conectados. A prática, conhecida como live commerce, ganhou força no país e está se consolidando como uma poderosa ferramenta de vendas e fidelização de clientes. De acordo com pesquisa da agência MARCO realizada em 14 países, 73% dos brasileiros já compraram produtos durante transmissões ao vivo — um dos maiores índices entre todos os mercados analisados.

A matéria, publicada originalmente pela agência MARCO, revela que o Brasil é um dos países mais impactados pela publicidade digital. Combinando interação, conveniência e ofertas exclusivas, as lives se tornaram o cenário ideal para apresentar produtos, tirar dúvidas em tempo real e estimular a decisão de compra imediata. E os resultados não param por aí: a tendência é que esse formato se fortaleça ainda mais com a adoção de estratégias omnichannel.

“Essas experiências personalizadas promovem transparência e fortalecem a conexão emocional entre marcas e consumidores”, afirma Victor Okuma, Country Manager da Indigitall, empresa especializada em comunicação omnichannel. Para ele, o live commerce não apenas facilita a conversão, mas também “humaniza as empresas e contribui para a construção de relacionamentos sólidos e duradouros, algo essencial em um mercado cada vez mais competitivo”.

Além do engajamento em tempo real, Okuma destaca a possibilidade de as empresas obterem insights imediatos sobre as necessidades do público e ajustarem suas ações com agilidade. “É uma oportunidade para oferecer mais do que um produto: uma experiência que agrega valor, fideliza o público e potencializa a percepção de confiança e credibilidade no mercado.”

O crescimento do live commerce acompanha a expansão do e-commerce brasileiro, que deve faturar R$ 205 bilhões em 2024, segundo projeção da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOMM). Com cerca de 90 milhões de compradores virtuais no país, as estratégias omnichannel — que integram canais físicos e digitais — tornaram-se fundamentais para maximizar o alcance das lives e impulsionar as vendas.

A Indigitall compartilha recomendações para marcas que desejam aproveitar essa onda:

1. Ouça seu público: Descubra o que sua audiência quer ver. Produtos específicos? Promoções? Quando o consumidor participa da construção da live, o engajamento aumenta. Use enquetes, comentários e feedbacks para direcionar o conteúdo.

2. Escolha o rosto certo: O influenciador ideal precisa ser carismático, conhecer bem os produtos e ter uma conexão autêntica com o público. Essa escolha pode ser determinante para o sucesso da transmissão.

3. Seja estratégico com o horário: Evite concorrência direta com outras marcas. Estude os hábitos da audiência e agende lives em momentos de maior engajamento, como à noite, nos fins de semana ou em datas comemorativas.

4. Crie expectativa: Anuncie previamente nas redes sociais o conteúdo da live, quem vai apresentar e quais ofertas estarão disponíveis. Isso ajuda a atrair público e aumenta a taxa de conversão.

5. Garanta excelência na experiência: Do suporte técnico ao pós-venda, tudo precisa funcionar perfeitamente. Estoque, entrega, comunicação e pagamentos devem estar integrados e fluindo bem.

6. Invista em tecnologia: Plataformas especializadas oferecem recursos como chats ao vivo, meios de pagamento instantâneo e acompanhamento de pedidos em tempo real — facilitando tanto para o vendedor quanto para o consumidor.

Segundo Okuma, o diferencial do live commerce está na integração entre canais: “Você está na live, se interessa por um produto, clica na plataforma e recebe o pedido no WhatsApp, tudo de forma automática e instantânea. Por lá, também pode realizar seu pagamento e acompanhar a entrega. Essa é a conveniência do atendimento do futuro”.

A pesquisa “Omnicanalidade e Unified Commerce”, conduzida pela Wake e Opinion Box, reforça essa tendência: 78,9% dos consumidores combinam canais físicos e digitais durante suas compras, sendo que 56,6% concluem a aquisição de forma digital.

“É essencial criar uma jornada de compra fluida e integrada, que permita ao consumidor escolher o canal que mais lhe convém, sem perder a consistência e a qualidade da experiência de marca”, conclui Okuma. “Oferecer essa flexibilidade não só melhora a experiência como também fideliza o consumidor ao longo do tempo.”