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CNPJ passa a ter letras em 2026 para novos registros

Mudança da Receita Federal amplia combinações do CNPJ; novo formato alfanumérico valerá apenas para empresas abertas a partir de julho de 2026

Receita Federal (Foto: Pillar Pedreira/Agência Senado)

247 - O Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) passará por uma mudança estrutural a partir de julho de 2026, quando novos registros poderão incluir letras e números em sua composição. A alteração, no entanto, não afetará empresas já existentes, que continuarão com seus números atuais sem qualquer necessidade de atualização.

A mudança é coordenada pela Receita Federal do Brasil, responsável pela administração dos registros empresariais no país. Segundo o órgão, a atualização atende à necessidade de ampliar a capacidade de geração de novos cadastros, diante do crescimento contínuo no número de empresas abertas no Brasil.

Novo formato amplia possibilidades

O novo modelo do CNPJ manterá o total de 14 caracteres, mas deixará de ser exclusivamente numérico. As 12 primeiras posições passarão a combinar letras (de A a Z) e números (de 0 a 9), enquanto os dois últimos dígitos — conhecidos como Dígito Verificador (DV) — continuarão sendo apenas numéricos.

A estrutura geral permanecerá semelhante à atual, no padrão XX.XXX.XXX/XXXX-XX. A principal diferença está na composição dos caracteres: os oito primeiros identificarão a raiz do cadastro, e os quatro seguintes indicarão a ordem do estabelecimento, ambos agora com possibilidade de uso alfanumérico.

Motivo da mudança

De acordo com a Receita Federal, o modelo atual, composto apenas por números, está próximo do limite de combinações possíveis. Com o avanço da formalização de negócios e o aumento do número de registros, tornou-se necessário expandir esse universo.

A adoção de letras no CNPJ é uma solução técnica que permite multiplicar significativamente as possibilidades de identificação, garantindo a continuidade do sistema sem a necessidade de alterar sua estrutura básica.

Quem será impactado

A mudança não terá efeito retroativo. Ou seja, empresas já registradas continuarão com seus CNPJs numéricos, sem qualquer alteração. O novo formato será aplicado exclusivamente a empresas abertas a partir de julho de 2026.

O mesmo vale para os microempreendedores individuais (MEIs): apenas aqueles formalizados após a entrada em vigor da mudança poderão receber CNPJs com letras. Os já cadastrados permanecem inalterados.

O que empresas devem observar

Embora não seja necessário tomar providências imediatas, empresários e gestores devem ficar atentos à adaptação de sistemas e processos internos. Softwares de gestão, planilhas e bases de dados que aceitam apenas números precisarão ser atualizados para suportar o novo formato.

Além disso, instituições financeiras, plataformas de pagamento e outros parceiros também deverão adequar seus sistemas. Por isso, é recomendável acompanhar comunicados e orientações dessas empresas para evitar problemas operacionais no futuro.

Transição sem impacto imediato

A Receita Federal reforça que a transição será gradual e não exigirá ações por parte de quem já possui CNPJ ativo. A mudança foi planejada para garantir continuidade e segurança ao sistema de identificação empresarial brasileiro, sem gerar transtornos para os contribuintes.

Com isso, o novo CNPJ alfanumérico surge como uma solução para acompanhar a expansão do ambiente de negócios no país, mantendo a funcionalidade do cadastro e preparando o sistema para o crescimento nos próximos anos.