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Empreendedores precisam transformar seus perfis nas redes em vitrines que vendem, alerta especialista

Com presença massiva nas redes, negócios que não investem em posicionamento, identidade visual e estratégia perdem vendas e visibilidade

Empreendedores precisam transformar seus perfis nas redes em vitrines que vendem, alerta especialista (Foto: Angel Santana/Freepik)

247 - Com 144 milhões de brasileiros ativos nas redes sociais, de acordo com o relatório Digital 2025: Brazil, da Meltwater em parceria com a We Are Social, estar bem posicionado nesses ambientes digitais deixou de ser um diferencial — é uma exigência para empresas que desejam vender mais, conquistar autoridade e dialogar com o público.

Nesse cenário, perfis profissionais desorganizados, com estética genérica e falta de direcionamento se tornam um obstáculo para o crescimento dos negócios. A especialista em design e conteúdo Caroline Soares, que já atendeu marcas como Disney, Warner e a consultoria Yluminarh, alerta: “Estar nas redes não significa estar bem posicionado. Ter um perfil profissional exige mais do que estética bonita: é preciso estratégia, clareza e consistência”.

Segundo ela, o perfil de um negócio deve funcionar como uma vitrine de loja: atrativo, claro e funcional. “É ali que o cliente toma a primeira decisão de confiar ou não no que você oferece. E essa decisão é rápida”, afirma. Para ajudar empreendedores a acertar nessa construção, Caroline lista seis pilares indispensáveis que todo perfil profissional precisa seguir.

1. Bio com foco no cliente e chamada para ação
A biografia é o primeiro elemento que transmite a proposta da empresa. Precisa ser clara, objetiva e convidativa. “Ela deve responder rapidamente: quem é você e como pode ajudar?”, orienta. Incluir uma chamada para ação (CTA) é fundamental para direcionar o próximo passo do usuário — seja enviar uma mensagem, acessar o site ou conferir um serviço.

2. Identidade visual que transmite confiança
Uma estética harmônica e coerente com a marca transmite profissionalismo e gera conexão. “Não é sobre ter um feed perfeito, mas sobre comunicar visualmente os valores e a proposta do seu negócio. Cores, fontes e estilo precisam conversar entre si”, explica.

3. Conteúdo com criatividade e autenticidade
Em um ambiente saturado, apenas seguir tendências não é suficiente. É preciso criar conteúdos autênticos, que provoquem identificação e engajamento. “Quando você cria algo que arranca um sorriso ou faz a pessoa pensar ‘isso é muito eu!’, a chance de compartilhamento aumenta muito”, diz Caroline. O bom humor, quando usado com intencionalidade, pode ser um diferencial competitivo.

4. Postar com propósito, não por obrigação
Publicar de forma aleatória e sem planejamento enfraquece o perfil. Caroline defende que todo conteúdo deve ter um objetivo: educar, engajar ou vender. “Um bom perfil alterna entre mostrar bastidores, apresentar produtos, dar dicas e contar histórias reais. Isso gera vínculo com o público.”

5. Destaques como prateleiras da loja
Os destaques no Instagram, por exemplo, precisam estar bem organizados e alinhados com temas estratégicos do negócio, como ‘Serviços’, ‘Depoimentos’, ‘Dúvidas’ ou ‘Sobre nós’. “Eles funcionam como se fossem sessões fixas de uma vitrine digital. A identidade visual deve estar presente inclusive nas capas”, orienta.

6. Chamadas para ação claras e diretas
Um dos erros mais comuns é esquecer de orientar o que se espera do usuário. “Perfis que convertem dizem com clareza o que querem que a pessoa faça: comente, compartilhe, envie mensagem ou salve o post. A chamada para ação precisa ser visível e estar sempre presente”, reforça.

Para Caroline, um bom perfil profissional não nasce por acaso. Ele é resultado de escolhas estratégicas que consideram o comportamento do consumidor digital e os objetivos do negócio. “É ali que a sua marca fala por você. E, se for bem construída, ela não apenas fala — ela vende.”