HOME > Empreender

Empresários debatem decisões estratégicas no Novo Jogo Empresarial

Evento presencial em Alphaville reúne especialistas para discutir gestão, tributação e finanças em um cenário econômico mais complexo e desafiador

Empresários debatem decisões estratégicas no Novo Jogo Empresarial (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

247 - Empresários participam no dia 26 de janeiro de 2026 do Novo Jogo Empresarial, evento presencial realizado em Alphaville, na Grande São Paulo, voltado à discussão de decisões estratégicas, gestão financeira e organização empresarial em um ambiente de negócios cada vez mais complexo. A imersão foi desenhada para empresários que buscam sair do improviso e estruturar o crescimento com maior previsibilidade, especialmente diante das transformações econômicas e tributárias previstas para os próximos anos.

De acordo com informações da organização do evento, a proposta do encontro é oferecer uma visão integrada do negócio, conectando estratégia, operação e proteção de resultados. A programação reúne quatro especialistas com atuação prática em empresas que enfrentam desafios relacionados a lucro, caixa, margem e tomada de decisão em cenários de alta complexidade.

Participam do Novo Jogo Empresarial Maynara Fogaça, tributarista e especialista em gestão tributária; Patricia Maia, especialista em estruturação financeira e acesso a capital; Marcos Pelozato, advogado e contador com foco em reestruturação empresarial; e Fernanda Spanner, especialista em visão internacional e planejamento patrimonial global. Os debates são conduzidos a partir de experiências reais, com foco em decisões técnicas e estruturadas.

Ao abordar o tema da organização empresarial, Fernanda Spanner chama atenção para os riscos enfrentados por empresas em expansão. “O empresário brasileiro sempre foi resiliente, mas o cenário mudou. Hoje, crescer sem método pode ampliar riscos e comprometer o patrimônio construído. O Novo Jogo Empresarial foi pensado para trazer clareza em ambientes de alta complexidade”, afirma.

A programação destaca como decisões tomadas sem uma leitura adequada de margem, caixa e estrutura podem corroer resultados, mesmo em empresas com faturamento elevado. A proposta é mostrar como a falta de integração entre estratégia e operação impacta diretamente a sustentabilidade do negócio e a proteção patrimonial no médio e longo prazo.

Na área tributária, Maynara Fogaça aponta que o desconhecimento técnico ainda gera perdas relevantes para as empresas. “O caos fiscal é silencioso. Muitas empresas pagam mais impostos do que deveriam ou deixam dinheiro na mesa por falta de estratégia. Quando o empresário entende a tributação como parte da gestão, o imposto deixa de ser só custo e passa a ser instrumento de resultado”, diz.

Já no campo financeiro, Patricia Maia ressalta que a gestão de liquidez é determinante para a sobrevivência das empresas, sobretudo em períodos de maior pressão econômica. “Empresas quebram não por falta de lucro, mas por falta de caixa. Organizar recebíveis, estruturar operações e entender instrumentos financeiros é essencial para atravessar períodos de maior pressão econômica”, afirma.

Para Marcos Pelozato, a reestruturação empresarial deve ser vista como uma ferramenta permanente de gestão. “A maioria das crises poderia ser evitada com decisões mais técnicas e menos emocionais. Reestruturar não é apenas para quem já está em dificuldade, mas para quem quer evitar chegar a esse ponto”, destaca.

Além do conteúdo técnico, o Novo Jogo Empresarial aposta na troca de experiências entre empresários como parte central do aprendizado. O ambiente foi pensado para estimular discussões práticas sobre desafios comuns, permitindo que os participantes saiam com uma leitura mais clara do próprio negócio e das decisões necessárias para proteger resultados em um Brasil que exige, cada vez mais, estratégia, organização e método.