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Empresas do Cerrado e Pantanal ampliam receita com inovação

Programa de apoio à bioeconomia impulsiona novos produtos, fortalece parcerias e eleva em 18% a receita média dos negócios

Vencedores da etapa do DF do Inova Cerrado (Foto: Erivelton Viana/Sebrae)
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247 - Os editais do programa Inova Biomas têm impulsionado o crescimento de empresas inovadoras ligadas à bioeconomia nos biomas Cerrado e Pantanal. Dados da fase de tração dos projetos mostram que 47% dos participantes ampliaram o lançamento de novos produtos, enquanto a receita média das empresas cresceu 18% após a participação no programa.

A iniciativa, promovida pelo Sebrae, busca estruturar negócios, aprimorar processos e fortalecer empreendimentos que atuam de forma sustentável nos territórios brasileiros. Segundo o levantamento, cerca de 97% das empresas participantes do Inova Cerrado e do Inova Pantanal se reconhecem como iniciativas de impacto socioambiental. Além disso, 75% envolvem diretamente comunidades tradicionais, 74% adotam práticas de economia circular e 58% desenvolvem ações de preservação dos biomas.

Entre os casos de destaque está a Bela Oyá Pantanal, empreendimento voltado ao afroturismo e à valorização cultural do Pantanal. A diretora da empresa, Thayná Beraldo, afirmou que a participação no Inova Pantanal transformou a atuação do negócio. “O Inova Pantanal – Tração foi um divisor de águas para a Bela Oyá Pantanal. Finalizamos o programa chegando ao pitch final com investidores, o que nos proporcionou um nível de clareza muito maior sobre o potencial de escala do negócio e os caminhos para sua sustentabilidade”, declarou.

Reestruturação e expansão

Após a participação no edital, a Bela Oyá Pantanal passou por mudanças estratégicas que impactaram diretamente sua organização e posicionamento de mercado. A empresa aprimorou processos internos, fortaleceu sua proposta de valor e avançou em novos produtos e narrativas, como o documentário Pantanal Negro.

Segundo Thayná Beraldo, a experiência permitiu integrar diferentes áreas de atuação em um modelo mais estruturado. “A partir desse processo, passamos a operar com mais clareza e intencionalidade, conectando afroturismo, produção de conteúdo e inovação social em um modelo integrado, com potencial de escala e impacto. Hoje, a Bela Oyá Pantanal se posiciona não apenas como uma agência, mas como uma plataforma de desenvolvimento territorial e cultural”, explicou.

O desempenho das empresas participantes reforça a aposta no potencial econômico aliado à preservação ambiental. Os projetos apoiados pelo programa desenvolvem soluções sustentáveis que aproveitam as características únicas do Cerrado e do Pantanal, conciliando geração de renda, conservação ambiental e fortalecimento das comunidades locais.

Modelo adaptado à realidade dos empreendedores

De acordo com o analista de inovação do Sebrae, Gabriel Gil, um dos principais desafios dos editais é compreender o estágio de maturidade e as necessidades específicas de cada negócio participante. Por isso, as mentorias oferecidas ao longo do programa são personalizadas.

“A gente começou em 2021, testou, ajustou o modelo, testou de novo, pivotou, fez ideação, tração… Então, à medida que a gente foi avançando, fomos vendo oportunidades, necessidades de melhoria, e tudo isso deixou o modelo cada vez mais refinado, cada vez mais adequado para a realidade desses empresários”, afirmou.

Gil também destacou o potencial dos biomas brasileiros para o desenvolvimento de produtos sustentáveis e inovadores. “A gente tem muita riqueza nesses biomas, no Cerrado, no Pantanal, que são únicos no mundo e que permitem proporcionar produtos originais, de grande qualidade e sustentáveis, sempre considerando o manejo sustentável do território”, completou.

Expansão para outros biomas

Criado em 2021 com o lançamento do Inova Amazônia, o programa Inova Biomas foi ampliado em 2024 para incluir os projetos Inova Cerrado e Inova Pantanal, inicialmente na etapa de ideação. A iniciativa oferece apoio técnico e financeiro para o desenvolvimento de tecnologias, produtos e processos voltados ao impacto positivo no meio ambiente e nas comunidades.

Em 2025, o programa avançou para novos ecossistemas com a criação do Inova Caatinga e do Inova Pampa. Já para este ano, estão previstos editais voltados à Mata Atlântica e ao bioma Mar, ampliando a rede de incentivo à bioeconomia em diferentes regiões do país.

O objetivo central da iniciativa é fortalecer o ecossistema empreendedor nos biomas brasileiros, estimulando negócios capazes de combinar inovação, sustentabilidade e desenvolvimento territorial.