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Governo lança plano e amplia apoio a cooperativas na bioeconomia

Iniciativa prevê R$ 107 milhões para fortalecer 50 cooperativas e 6 mil famílias na Amazônia, com foco em inovação, renda e acesso a mercados sustentáveis

Governo lança plano e amplia apoio a cooperativas na bioeconomia (Foto: AD Produtora/Sebrae )

247 - O governo federal lançou, nesta quarta-feira (1º), o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), durante cerimônia realizada na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, em Brasília. A iniciativa estabelece diretrizes para integrar setores estratégicos como agricultura, florestas, indústria, energia, ciência e inovação, com foco na geração de renda e no uso sustentável dos recursos naturais.

Entre as ações previstas, está a implementação do programa Coopera+ Amazônia, desenvolvido em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. A iniciativa atenderá 50 cooperativas e cerca de 6 mil famílias nos estados de Rondônia, Maranhão, Pará, Acre e Amazonas, promovendo inovação gerencial, tecnológica e produtiva, além de ampliar o acesso a mercados.

Com investimento total de R$ 107 milhões — sendo 97% provenientes do Fundo Amazônia e 3% do Sebrae — o programa resulta da integração das iniciativas Coop+ Produtiva e ALI Coop. A proposta é atuar em cadeias produtivas de relevância socioambiental na região, como babaçu, açaí, cupuaçu e castanha-do-brasil, agregando valor à produção e ampliando oportunidades comerciais para pequenos produtores.

Durante o lançamento, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a importância do fortalecimento do cooperativismo e do associativismo no país. “A cooperativa faz toda a diferença”, afirmou.

O Coopera+ Amazônia prevê acompanhamento contínuo das cooperativas por equipes técnicas especializadas, incluindo os Agentes Locais de Inovação (ALIs), vinculados ao Sebrae. Esses profissionais atuarão diretamente na qualificação da gestão, na melhoria de processos produtivos e no fortalecimento das estratégias de comercialização.

Diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick ressaltou a importância da atuação próxima às realidades locais. “Cada um de nós precisa criar um espaço na agenda, na cabeça e no coração, dar as mãos e trazer os parceiros para perto. A capacidade do Sebrae estar perto localmente e entender as realidades é fundamental para trazer os parceiros para perto e trabalhar juntos, de forma organizada e todo santo dia”, declarou.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou o caráter inclusivo da bioeconomia. “Há lugar para o extrativista, o indígena, o industrial: há lugar para todo mundo. Mas, para isso, a gente precisa de democracia e soberania. Só é possível fazer isso daqui porque a gente tem um governo democrático”, afirmou.

O PNDBio foi construído com a participação de 16 ministérios, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e de 17 organizações da sociedade civil, da academia e do setor privado. Ao longo do processo, foram recebidas mais de 900 contribuições por meio de consulta pública.

O plano estabelece 21 metas e 185 ações estratégicas voltadas à ampliação da competitividade da bioeconomia brasileira, à geração de empregos e à promoção da inclusão produtiva. Entre os objetivos centrais, estão a valorização de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, considerados peças-chave para o desenvolvimento sustentável da Amazônia e de outras regiões do país.