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Ministro do Empreendedorismo rebate empresários e defende fim da escala 6x1

Paulo Henrique Pereira afirmou que apoiar o fim da escala 6x1 não significa ser contra empresários e citou programas criados nos governos Lula

Paulo Henrique Pereira (Foto: Reprodução/Instagram)
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247 - O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira, rebateu críticas de empresários sobre a proposta de acabar com a escala de trabalho 6x1. A declaração foi feita nesta quinta-feira (15), durante a “Semana S”, evento promovido pela FecomercioSP, em São Paulo.

De acordo com informações publicadas pelo Estadão Conteúdo e reproduzidas pelo portal UOL, o ministro respondeu diretamente a um empresário que afirmou que o governo federal estaria deixando de lado os interesses do setor produtivo ao defender mudanças na jornada de trabalho.

“Com todo o respeito ao seu argumento, mas eu tenho que discordar. Não é verdade que ao apoiar o fim da escala 6x1 o governo não se preocupa com os empresários e com o pequeno empreendedor”, declarou Paulo Henrique Pereira durante o debate.

Ministro cita apoio a pequenos negócios

Ao defender a posição do governo, o ministro destacou políticas voltadas aos micro e pequenos empreendedores implementadas nas gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, iniciativas como o Simples Nacional e o MEI (Microempreendedor Individual) demonstram o compromisso histórico da administração federal com o setor.

Paulo Henrique Pereira afirmou ainda que as medidas criadas ao longo dos governos petistas ajudaram a ampliar oportunidades para pequenos empresários e trabalhadores autônomos em todo o País.

A discussão sobre o fim da escala 6x1 ganhou força nos últimos meses em meio ao debate sobre condições de trabalho, produtividade e qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.

Debate sobre jornada de trabalho avança

A escala 6x1 prevê seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso e é adotada em diversos setores da economia, principalmente no comércio e em serviços. A proposta de revisão desse modelo tem provocado reações distintas entre representantes empresariais e integrantes do governo federal.

Parte do empresariado argumenta que alterações na jornada podem elevar custos operacionais e afetar a competitividade das empresas, especialmente dos pequenos negócios. Já defensores da mudança afirmam que a medida pode melhorar a saúde física e mental dos trabalhadores.

Durante sua participação na “Semana S”, Paulo Henrique Pereira reforçou que o debate precisa considerar tanto a proteção ao trabalhador quanto a realidade dos empreendedores brasileiros.

Evento reuniu empresários e autoridades

A “Semana S”, organizada pela FecomercioSP, reuniu empresários, autoridades e representantes de diferentes setores para discutir temas ligados à economia, emprego e empreendedorismo.

O posicionamento do ministro ocorreu no último dia do evento, em meio a discussões sobre relações de trabalho e os impactos de possíveis mudanças na legislação trabalhista.

A declaração de Paulo Henrique Pereira ocorre em um momento em que o governo federal busca ampliar o debate sobre modelos de jornada de trabalho e direitos trabalhistas no Brasil.