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Negócio amazônico se reinventa com programa de bioeconomia

Empreendimento em Belterra passa por capacitação em bioeconomia, fortalece turismo comunitário e inicia construção de chalés ecológicos

Negócio amazônico se reinventa com programa de bioeconomia (Foto: Divulgação/Sebrae)

247 - Um pequeno negócio de Belterra, no oeste do Pará, passou por reestruturação após integrar o programa de bioeconomia do Sebrae. As informações foram divulgadas pela instituição, que acompanhou a transformação da Casa do Elton, localizada na comunidade de Piquiatuba, na Floresta Nacional do Tapajós.

Antes um restaurante simples, o espaço comandado por Elton John Vasconcelos ampliou sua atuação e passou a oferecer experiência integrada de gastronomia regional e turismo de base comunitária. O Sebrae realizou mentorias e consultorias em áreas como atendimento, hospitalidade, gestão, identidade visual e organização do ambiente.

A iniciativa também incluiu o desenvolvimento de uniformes exclusivos pelo estilista Walter Rodrigues, em parceria com a Assintecal. As peças foram produzidas por mulheres da própria comunidade.

Segundo a coordenadora nacional de Biomas e Bioeconomia do Sebrae, Newman Costa, “Ele deixou de ser apenas um restaurante e se transformou em um espaço turístico. Entramos com capacitação gastronômica, hospitalidade, valorização do artesanato local e organização do ambiente”.

Ela acrescenta: “O que antes era um restaurante simples se tornou um modelo de negócio sustentável, integrado à bioeconomia e preparado para receber o mundo. A gente enxergou nele o potencial de mudança. Hoje ele é referência. É um exemplo de como é possível crescer sem perder a identidade”.

O empreendimento iniciou em fevereiro a construção de chalés ecológicos no formato de pousada, com inauguração prevista para abril. “Estamos começando com o pé direito e vamos terminar com o pé direito”, afirmou Elton John Vasconcelos.

O programa de bioeconomia do Sebrae, criado inicialmente para o bioma amazônico, agora avança para outros estados da região Norte e começa a ser adaptado a diferentes biomas do país.