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Pequenas empresas lideram vagas e derrubam desemprego a 5,8%

Com 64% das vagas criadas, micro e pequenas empresas impulsionam mercado de trabalho e ajudam país a registrar menor desemprego para o período desde 2012

Pequenas empresas lideram vagas e derrubam desemprego a 5,8% (Foto: Agência Brasil )

247 - A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, o menor patamar já registrado para esse período desde o início da série histórica da IBGE, em 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua e foram complementados por levantamento do Sebrae, que destaca o papel decisivo das micro e pequenas empresas (MPE) na geração de empregos.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, quando a taxa era de 6,8%, o resultado reforça a trajetória de melhora no mercado de trabalho. Ao todo, o país contabiliza 102,1 milhões de pessoas ocupadas, enquanto 6,2 milhões seguem em busca de uma vaga — número superior ao trimestre anterior (setembro a novembro de 2025), quando havia 5,6 milhões de desocupados.

Pequenos negócios como motor do emprego

O desempenho positivo tem forte ligação com o dinamismo das micro e pequenas empresas. Segundo o Sebrae, apenas no mês de janeiro, esse segmento foi responsável por 64% das vagas abertas no país, evidenciando sua centralidade na recuperação e expansão do emprego.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o avanço da ocupação está diretamente associado à força dos pequenos negócios na economia brasileira.

“O trabalho segue forte, graças, principalmente, aos pequenos negócios, cada vez mais apoiados por políticas públicas e acesso facilitado a crédito. Os dados demonstram que o segmento é o grande motor da economia brasileira, porque gera riquezas, promove a inclusão e leva qualidade de vida para a população.”

A avaliação reforça a percepção de que as MPE não apenas ampliam o número de empregos, mas também desempenham papel relevante na distribuição de renda e na inclusão produtiva em diferentes regiões do país.

Renda atinge maior nível da série

Além da redução do desemprego, o rendimento médio do trabalhador brasileiro também apresentou avanço. O valor chegou a R$ 3.679, o maior já registrado pela série histórica, com crescimento de 2% em relação ao trimestre anterior e de 5,2% na comparação anual.

Outro destaque da pesquisa é o contingente de trabalhadores por conta própria, que somou 26,1 milhões de pessoas. O número permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, mas representa alta de 3,2% frente ao mesmo período de 2025, indicando a continuidade de formas alternativas de inserção no mercado.

Como a pesquisa é feita

A Pnad Contínua, conduzida pelo IBGE, monitora o mercado de trabalho para a população a partir de 14 anos, abrangendo todas as formas de ocupação. Pelo critério da pesquisa, só é considerada desocupada a pessoa que procurou trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista.

O levantamento envolve cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal, oferecendo um panorama abrangente da evolução do emprego no país.

Com os resultados mais recentes, o Brasil consolida um cenário de recuperação sustentado, em grande medida, pelo protagonismo das micro e pequenas empresas — que seguem como o principal vetor de geração de oportunidades no mercado de trabalho.