HOME > Empreender

Pequenos negócios ampliam empregos e reduzem informalidade no Brasil

Dados da Pnad Contínua mostram queda da informalidade para 37,5%, enquanto micro e pequenas empresas lideram geração de vagas e abertura de novos negócios

Pequenos negócios ampliam empregos e reduzem informalidade no Brasil (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

247 - A expansão do emprego formal e o crescimento do empreendedorismo têm contribuído para a redução da informalidade no mercado de trabalho brasileiro. Dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apontam que a proporção de trabalhadores informais caiu para 37,5% da população ocupada no trimestre encerrado em janeiro. O índice é o menor registrado desde julho de 2020.

Segundo o levantamento do IBGE, o contingente de trabalhadores informais soma atualmente 38,5 milhões de pessoas. No trimestre móvel anterior, a taxa era de 37,8%, enquanto no mesmo período de 2024 o percentual alcançava 38,4%, o que indica uma tendência gradual de redução da informalidade no país.

Os dados também mostram estabilidade no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado no trimestre analisado. O total chegou a 39,4 milhões de pessoas — incluindo trabalhadores domésticos —, mas registrou crescimento de 2,1% na comparação anual, o que representa cerca de 800 mil novos postos de trabalho formais.

Outro grupo que apresentou crescimento foi o de trabalhadores por conta própria. O contingente chegou a 26,2 milhões de pessoas, mantendo-se estável no trimestre, mas com alta de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior — um acréscimo de aproximadamente 927 mil trabalhadores.

A relevância das micro e pequenas empresas na geração de empregos formais é reforçada por estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), elaborado com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). De acordo com o levantamento, apenas no mês de janeiro as micro e pequenas empresas foram responsáveis por 64% das vagas criadas no país. Dos 112.334 novos postos de trabalho registrados no período, 71.732 surgiram nesse segmento.

O crescimento da atividade empreendedora também aparece nos dados sobre abertura de empresas. Em 2025, o Brasil registrou um recorde histórico na criação de novos negócios, com 5,1 milhões de empreendimentos formalizados a partir da emissão de cartões CNPJ pela Receita Federal do Brasil.

Levantamento do Sebrae aponta que o número representa um aumento de 18,6% em relação ao ano anterior. Do total de empresas abertas em 2025, mais de 4,9 milhões pertencem ao universo dos pequenos negócios, incluindo 3,8 milhões de microempreendedores individuais, 927 mil microempresas e 207 mil empresas de pequeno porte. Esse conjunto corresponde a 96% de todos os novos registros empresariais no país.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, os dados refletem não apenas indicadores econômicos, mas também o esforço de milhares de brasileiros que buscam empreender. Segundo ele, “Não são somente números, mas são homens e mulheres que estão dispostos a concretizar seu sonho de empreender e, com isso, geram emprego e renda para a nossa população. É um avanço coletivo, capitaneado pelo presidente Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, de estimular a pequena economia para promover a inclusão social e desenvolvimento do país”.