Pequenos negócios respondem por 97% das empresas abertas em maio no Brasil
Levantamento do Sebrae mostra que mais de 2,5 milhões de pequenos negócios foram criados entre janeiro e maio, com alta de 10% sobre 2025
247 - A abertura de pequenos negócios manteve ritmo acelerado no Brasil e respondeu por quase 97% de todas as empresas criadas em maio. Ao todo, foram registrados 456 mil novos CNPJs de microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte ao longo do mês, reforçando a importância desse segmento para a economia nacional.
Os dados foram divulgados pela Agência Sebrae de Notícias (ASN), com base em levantamento realizado pelo Sebrae a partir das informações do Cartão CNPJ da Receita Federal. O estudo mostra que, entre janeiro e maio deste ano, o país ultrapassou a marca de 2,5 milhões de novos pequenos negócios formalizados.
Desse total acumulado nos cinco primeiros meses do ano, os microempreendedores individuais representam a maior parcela, com 78% das aberturas. As microempresas respondem por 18% dos registros, enquanto as empresas de pequeno porte somam 4% do total. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 10% na criação de pequenos negócios.
Empreendedorismo acompanha expansão da economia
Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, o avanço da atividade econômica tem impacto direto sobre o empreendedorismo brasileiro.
"Quando a economia cresce, o empreendedorismo cresce junto. Ser dono do próprio negócio hoje só perde para a casa própria como sonho do brasileiro. O Sebrae trabalha justamente para transformar esse sonho em realidade sustentável. Quanto mais negócios competitivos, melhor para o desenvolvimento de todo o país."
O levantamento revela ainda que os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideraram a abertura de pequenas empresas no acumulado do ano. São Paulo concentrou 29% dos novos registros, seguido por Minas Gerais, com 10%, e Rio de Janeiro, com 8%.
No caso específico dos MEIs, o número de novos registros cresceu 14% em relação ao mesmo intervalo de 2025, demonstrando a força desse modelo de formalização para trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores.
Estados registram avanços expressivos
Entre as unidades da federação, os maiores crescimentos na abertura de MEIs foram observados no Amapá, que registrou avanço de 35%, seguido por Rondônia, com alta de 28,5%, e Maranhão, com crescimento de 27%.
Já no segmento das micro e pequenas empresas, os destaques ficaram com Mato Grosso do Sul, onde a abertura de novos negócios avançou 28%, além do Distrito Federal e do Paraná, ambos com crescimento de 18% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Os números indicam uma expansão disseminada da atividade empreendedora em diferentes regiões do país, refletindo tanto a busca por geração de renda quanto o fortalecimento de setores econômicos locais.
Setor de serviços lidera novas aberturas
A análise dos dados de maio mostra que o setor de Serviços permaneceu como principal destino dos novos empreendimentos. A área respondeu por 64% das aberturas de pequenos negócios registradas no período.
Na sequência aparecem Comércio, com 21% das novas empresas, Indústria, com 8%, e Construção, que representou 6,5% dos registros realizados durante o mês.
Entre os microempreendedores individuais, as atividades com maior número de formalizações foram serviços de malote e entrega, responsáveis por 8,5% das aberturas, transporte rodoviário de carga, com 7%, e atividades de publicidade, que responderam por 6% dos novos registros.
Saúde e apoio administrativo ganham destaque
No grupo das micro e pequenas empresas, os serviços de escritório e apoio administrativo lideraram as aberturas em maio, concentrando 5,5% dos novos negócios.
Em seguida aparecem os serviços de atenção ambulatorial, responsáveis por 5% das novas empresas criadas, além de outras atividades ligadas à área da saúde, que também registraram participação próxima de 5%.
O desempenho desses segmentos reforça a predominância do setor de serviços na dinâmica de criação de empresas no Brasil, especialmente entre empreendedores que buscam oportunidades em atividades de menor necessidade de investimento inicial e alta demanda de mercado.
