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Sebrae apoia comunidade no Baixo Amazonas e promove artesanato, ecoturismo e bioeconomia

Missão em Santarém leva soluções para modernizar gestão, ampliar mercados e valorizar a produção sustentável da comunidade Coroca

Sebrae apoia comunidade no Baixo Amazonas e promove artesanato, ecoturismo e bioeconomia (Foto: Divulgação/Sebrae)

247 - Em missão institucional realizada na última semana, o Sebrae visitou a comunidade Coroca, no distrito de Arapiuns, em Santarém (PA), para fortalecer iniciativas de bioeconomia e apoiar o desenvolvimento sustentável da região. A ação, noticiada inicialmente pelo Sebrae, faz parte de uma estratégia mais ampla de valorização de negócios locais com foco em geração de renda, preservação ambiental e inclusão social.

Com base no artesanato feito com palha de tucumã, na produção de mel e no ecoturismo de base comunitária, Coroca se destaca como um modelo promissor de economia sustentável no Baixo Amazonas. A comunidade já recebeu apoio técnico do Sebrae nos anos 2000 e, desde então, seus artesãos foram premiados em três edições do Prêmio TOP 100 de Artesanato. Agora, uma nova etapa de apoio pretende modernizar a gestão, aprimorar os produtos e facilitar o acesso a novos mercados.

Durante a visita, um dos principais gargalos identificados foi a ausência de ferramentas digitais para registrar vendas e efetuar pagamentos. Hoje, o controle das transações é feito manualmente, em cadernos. O Sebrae propôs soluções tecnológicas simples, voltadas para melhorar a eficiência da gestão financeira da associação de artesãos. “É fundamental agregar valor aos produtos da região, promovendo um trabalho conjunto que permita não apenas aumentar a produção, mas também distribuir a renda de forma equilibrada”, defendeu o diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick.

Segundo ele, o engajamento dos diversos atores envolvidos é essencial para o êxito da ação. “O sucesso desta missão depende da participação ativa de todos os envolvidos, com o olhar atento de cada agente para consolidar iniciativas eficientes e garantir impactos positivos para as comunidades da região”, afirmou.

A comunidade Coroca está situada a cerca de quatro horas de barco do centro de Santarém, mas tem conseguido escoar sua produção para mercados locais, nacionais e até internacionais. Os produtos são vendidos, por exemplo, no Mercado de Santo Cristo, um dos principais centros comerciais da cidade.

Neida Pereira, líder da cooperativa local e artesã, relembra o início do trabalho coletivo no começo dos anos 2000. “É uma forma de continuarmos com a nossa forma de vida, preservarmos a floresta e gerarmos renda”, declarou. A associação, formalizada em 2006, reúne atualmente 150 pessoas de oito comunidades do entorno do Rio Arapiuns.

Além do artesanato, o turismo sustentável também contribui para o desenvolvimento local. Um lago natural na comunidade abriga tartarugas-da-Amazônia, tornando-se um atrativo para visitantes e incentivando a conservação ambiental. Durante a missão, a delegação do Sebrae teve a oportunidade de conhecer o espaço e dialogar com os moradores.

Para Rubens Magno, superintendente do Sebrae no Pará, o trabalho em rede é fundamental para gerar transformações duradouras. “A bioeconomia representa uma oportunidade real para gerar e distribuir riqueza, garantindo um crescimento sustentável que respeita o meio ambiente e valoriza o conhecimento local. Essa transformação não é um esforço isolado, mas sim o resultado da soma de forças entre o setor produtivo, a sociedade civil e os gestores públicos”, avaliou.

A missão reúne representantes do Sistema S, de entidades da sociedade civil, empresários, artistas e líderes comunitários. Nesta quinta-feira, a delegação segue para Belterra (PA), onde conhecerá experiências agroecológicas e visitará o Museu de Ciências da Amazônia (MuCA). No mesmo dia, participarão de atividades de turismo de base comunitária em Alter do Chão, outro polo importante de iniciativas sustentáveis na região.