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Sebrae destaca oportunidades para pequenas empresas com acordo entre União Europeia e Mercosul

Entrada em vigor do tratado amplia acesso a mercado de mais de 700 milhões de consumidores e reforça estratégia de internacionalização das mpe brasileiras

Sebrae destaca oportunidades para pequenas empresas com acordo entre União Europeia e Mercosul (Foto: Wikimedia commons/reprodução)

247 - O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) participou, nesta quinta-feira (23), de um debate sobre os impactos do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul para os pequenos negócios brasileiros. A discussão ocorreu durante a Hannover Messe 2026, considerada a maior feira de tecnologia industrial do mundo. As informações são da Agência Sebrae de Notícias (ASN).

O tratado entra em vigor no próximo dia 1º de maio e deve facilitar o acesso de empresas brasileiras a um mercado composto por 27 países europeus, com cerca de 450,4 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 19,99 trilhões. Ao considerar também os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia —, o bloco econômico passa a reunir um PIB de US$ 22,4 trilhões e um total de 718 milhões de consumidores.

Durante o painel, o presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, ressaltou o papel da instituição na promoção da internacionalização das micro e pequenas empresas (MPE). Ele destacou o avanço do Brasil no cenário global e o esforço conjunto com órgãos federais para ampliar mercados. “Nós conseguimos abrir nos últimos anos, graças à atuação do governo federal e da ApexBrasil, cerca de 544 novos mercados”, afirmou.

Soares também mencionou o desempenho recorde das exportações brasileiras em 2025, que alcançaram US$ 348 bilhões, superando em US$ 9 bilhões o resultado anterior, registrado em 2023. Segundo ele, o país vive um momento de credibilidade internacional. “Hoje, o Brasil possui uma confiança internacional. Nós somos atualmente o quarto maior destino de investimento estrangeiro direto no mundo. Em 2025 foram cerca de US$ 77,6 bilhões, segundo o Banco Central”, declarou.

O debate reuniu ainda empreendedores brasileiros que participaram da feira com apoio do Sebrae. Entre eles, Jeison Bastiani, CEO e cofundador da ForLogic Software, destacou o potencial de troca tecnológica entre Brasil e Europa. “A gente aqui tem acesso a tecnologia de ponta, e é legal também poder observar que a nossa tecnologia também é de ponta”, disse. Ele acrescentou: “O que a gente faz no Brasil também ajuda o mercado alemão, por exemplo”.

Bastiani também ressaltou a importância do pós-evento para consolidar parcerias. “Agora, voltando para casa, tem que fazer o dever de casa. Tem que pegar todos esses contatos, estudar e dar o prosseguimento”, afirmou.

Já Sílvio Corrêa, CEO da EasyPro Tech, destacou a evolução da empresa dentro do evento e a relevância do suporte institucional. “O apoio do Sebrae foi muito importante para conseguir fazer essa junção, essa interação no atendimento a clientes e nas oportunidades para alavancar nosso negócio na Europa”, comentou.

Gabriel Bugança, fundador da Carbon Smart, participou pela primeira vez da Hannover Messe e celebrou os resultados obtidos. “Conseguimos muitas parcerias com empresas brasileiras e da Europa, como Holanda, Inglaterra, e também chinesas”, relatou.

Criado em 1991 pelo Tratado de Assunção, o Mercosul surgiu com o objetivo de promover a livre circulação de bens, serviços e pessoas entre seus membros, além de estabelecer uma tarifa externa comum. Já a União Europeia, formalizada em 1992 pelo Tratado de Maastricht, é considerada o bloco econômico mais integrado do mundo, com instituições supranacionais e, em muitos casos, moeda única.

Realizada desde 1947, na Alemanha, a Hannover Messe reúne tendências globais em áreas como digitalização, sustentabilidade e energia. O evento conta com a participação de empresas, instituições e representantes governamentais de diversos países. Em 2026, a feira deve reunir mais de 130 mil visitantes, 4 mil expositores e delegações de cerca de 60 nações. O Brasil participa com um pavilhão coordenado pelo Sebrae e pela ApexBrasil, com o objetivo de fortalecer a presença internacional e ampliar oportunidades de negócios para empresas nacionais.