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Sebrae e Ministério da Saúde lançam edital que premia deeptechs

Iniciativa vai oferecer R$ 100 mil e acelerar startups com soluções inovadoras em oncologia para o SUS, com foco em impacto social e validação tecnológica

Sebrae e Ministério da Saúde lançam edital que premia deeptechs (Foto: Andre Cyriaco/Sebrae Divulgação )

247 - Startups brasileiras de base tecnológica voltadas à área da saúde terão a oportunidade de receber até R$ 100 mil em incentivo financeiro para o desenvolvimento de soluções aplicáveis ao Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa faz parte do Edital Inova SUS, lançado nesta sexta-feira (17), durante a abertura da Feira SUS Inova Brasil, no Rio de Janeiro.

De acordo com informações da Agência Sebrae de Notícias (ASN), o edital é uma ação conjunta do Sebrae e do Ministério da Saúde, integrando o Desafio Tecnológico para o Sistema Único de Saúde – Hackathon SUS, com foco em estimular a inovação na área de oncologia.

A proposta resulta de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que envolve, além do Sebrae e do Ministério da Saúde, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A parceria busca fortalecer o ecossistema de inovação em saúde, conectando startups e hospitais universitários.

O objetivo do edital é apoiar empresas inovadoras por meio de capacitação, qualificação em regulação sanitária e incentivo ao desenvolvimento tecnológico. A iniciativa pretende acelerar soluções capazes de responder a desafios reais da oncologia, ampliando o acesso e a qualidade do atendimento no SUS.

O diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick, destacou a relevância da parceria para o avanço da inovação no país. “Hoje, vemos outros países puxando a inovação pelo sistema de defesa, mas no Brasil é diferente. É muito bonito ver o nosso sistema de saúde puxar a inovação no nosso país. E essa parceria que estamos assinando hoje mostra que o Sebrae está ao lado da inovação da saúde no país. Prova disso é que uma de cada quatro startups atendidas pelo programa Catalisa, do Sebrae, é da área de saúde”, afirmou.

Com execução prevista até abril de 2027, o edital prevê a seleção de 15 startups, sendo três por região do país. As empresas passarão por um processo de aceleração com duração de seis meses, período em que desenvolverão soluções tecnológicas voltadas a dois principais desafios.

O primeiro desafio consiste na criação de dispositivos médicos para diagnóstico e monitoramento clínico em oncologia. Já o segundo envolve o desenvolvimento de instrumentais e dispositivos — ativos ou não — que ampliem a capacidade cirúrgica no tratamento do câncer.

Ao final do programa, as melhores soluções serão premiadas com recursos do Ministério da Saúde. O primeiro lugar receberá R$ 100 mil, o segundo R$ 50 mil e o terceiro R$ 30 mil. Além da premiação financeira, as startups terão acesso a mentorias, capacitações e ambientes de experimentação, o que aumenta as chances de validação e futura incorporação das tecnologias ao SUS.

Outro eixo importante da iniciativa é a capacitação das empresas em aspectos regulatórios, incluindo exigências da Anvisa e critérios necessários para a incorporação de novas tecnologias no sistema público de saúde. O edital também prevê a criação de um sandbox regulatório, que permitirá a testagem controlada de inovações desenvolvidas por deeptechs.

A estratégia busca promover inovação com segurança, gerar evidências para aprimorar normas regulatórias e acelerar soluções que ampliem o acesso à saúde, especialmente em regiões e populações prioritárias.

Um dos destaques do projeto é o potencial de mobilização do programa Catalisa ICT, iniciativa do Sebrae que já impulsionou cerca de 300 deeptechs no Brasil. Aproximadamente 25% dessas empresas atuam na área da saúde, formando uma base qualificada para participação no edital.