Setor de artesanato avança no Brasil e reúne 1,3 milhão de trabalhadores
Celebração do dia do artesão no rio reforça impacto econômico do setor, que avançou 26% em uma década
247 - O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) iniciou, nesta terça-feira (24), a programação especial em comemoração ao Dia do Artesão 2026, no Centro Sebrae de Referência ao Artesanato Brasileiro (Crab), reunindo lideranças, especialistas e profissionais do setor para discutir o papel estratégico do artesanato na economia criativa. As informações foram divulgadas pela Agência Sebrae de Notícias.
O evento, que segue até quinta-feira (25), destaca a força e a diversidade da produção artesanal brasileira, além de evidenciar o crescimento expressivo do segmento: segundo dados apresentados, o setor avançou 26% nos últimos dez anos e reúne cerca de 1,3 milhão de pessoas em ocupações ligadas à atividade, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).
De acordo com o diretor de Desenvolvimento do Sebrae Rio de Janeiro, Sérgio Malta, a data tem um significado que vai além da celebração simbólica. “Celebrar o Dia do Artesão é muito mais do que marcar uma data no calendário. É reconhecer pessoas, histórias de vida, mãos que criam, resistem, cuidam e transformam, sustentando famílias inteiras com talento, sensibilidade e coragem”, afirmou.
A programação também reforçou a necessidade de políticas públicas e regulamentação para fortalecer o setor. Representando o Ministério da Cultura, a secretária nacional de Economia Criativa, Claudia Souza Leitão, destacou a relevância institucional da atividade. Já a presidente da Confederação Nacional dos Artesãos do Brasil (Cnarts), Márcia Oliveira, defendeu avanços na formalização: “Somos trabalhadores protagonistas de uma história construída com as próprias mãos. Precisamos de regulamentação para garantir nossos direitos e fortalecer políticas públicas que atendam artesãos em todo o país”.
Outro ponto central do encontro foi a profissionalização dos artesãos e os desafios enfrentados na comercialização. A gerente adjunta da Unidade de Competitividade do Sebrae Nacional, Patrícia Maiana, destacou a importância da estruturação do negócio. “É preciso ter organização, pensar na comercialização e no preço justo de cada peça. Também enfrentamos desafios logísticos importantes. Nosso papel é oferecer suporte para que os artesãos possam se estruturar melhor e brilhar ainda mais no mercado”, disse.
A programação inclui ainda o lançamento do estudo “Artesanato no Brasil”, que analisa o comportamento do consumidor e os perfis de compra, além da apresentação da Cartilha ABC do Artesanato Circular. Outro destaque é a abertura da 6ª edição do Prêmio Top 100 de Artesanato Brasileiro, voltado a microempreendedores individuais (MEIs), micro e pequenas empresas, cooperativas e associações, com o objetivo de reconhecer as melhores práticas do setor.
Além disso, o evento marca o lançamento de um novo portal digital do Crab e promove painéis temáticos sobre inovação, economia circular e o uso do artesanato como ferramenta de desenvolvimento territorial e educacional.