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“A eleição será a disputa entre a verdade e a mentira”, afirma Maria do Rosário

Deputada defende governo Lula, aposta em frente ampla no Sul e diz que eleição exigirá disputa contra a desinformação

“A eleição será a disputa entre a verdade e a mentira”, afirma Maria do Rosário (Foto: ABR | Divulgação)

247 - Em entrevista ao programa Brasil Agora, da TV 247, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) afirmou que a eleição de 2026 será marcada por uma disputa direta entre fatos e desinformação, com forte atuação da extrema-direita nas redes sociais. 

Segundo Maria do Rosário, a eleição exigirá engajamento ativo da sociedade para enfrentar a propagação de mentiras. “A eleição será a disputa entre a verdade e a mentira”, afirmou, ao destacar que a desinformação segue sendo um instrumento central do bolsonarismo.


Governo Lula e comparação de projetos

Durante a entrevista, a deputada defendeu que o governo Lula apresente de forma clara os resultados alcançados desde 2023. Para ela, a comparação entre projetos de país será decisiva. “Nós vamos comparar os três anos do Lula com o período de Temer e Bolsonaro”, disse.

Maria do Rosário citou como exemplos a retomada do pleno emprego, o crescimento da massa salarial e a recuperação de políticas públicas desmontadas nos governos anteriores. “A vida melhora quando tem pleno emprego, quando a massa salarial melhora”, afirmou, ao defender que os avanços econômicos precisam ser traduzidos em comunicação direta com a população.

Ela também destacou medidas adotadas nas áreas de educação e saúde, como a recomposição do orçamento das universidades e institutos federais, a valorização do magistério e programas como o Mais Professores e o Mais Especialidades. Segundo a deputada, essas ações demonstram um governo voltado à melhoria concreta das condições de vida.

Maria do Rosário ressaltou ainda o papel do governo federal na reconstrução do Rio Grande do Sul após as enchentes. Segundo ela, o presidente Lula teve atuação decisiva ao criar políticas específicas para recuperar moradias, infraestrutura e empregos. “Se há alguém para quem o Rio Grande do Sul deva agradecer, é o presidente Lula”, afirmou.

A deputada destacou a entrega de mais de 1.200 moradias do programa Minha Casa Minha Vida na cidade do Rio Grande, com infraestrutura adequada, acessibilidade e equipamentos públicos no entorno. Para ela, o programa representa dignidade, estabilidade e justiça social para famílias que passaram anos aguardando a conclusão das obras.

Além disso, citou a retomada do polo naval e os investimentos no Porto de Rio Grande, com geração de empregos diretos e indiretos. Segundo Maria do Rosário, o desmonte ocorrido nos governos Temer e Bolsonaro levou à paralisação econômica da região, agora revertida com novos contratos e investimentos públicos.


Bolsonaro preso

Ao comentar as reações da extrema-direita à condenação de Jair Bolsonaro, Maria do Rosário criticou o que classificou como oportunismo político. “Não há qualquer violação aos direitos humanos de Bolsonaro”, afirmou, ao rebater pedidos de inspeção e denúncias feitas por aliados do ex-presidente.

Segundo a deputada, Bolsonaro foi condenado em um processo judicial regular, com direito à ampla defesa e baseado em provas. “Ele foi submetido a um julgamento com contraditório, com direito de defesa, com provas, não foram sobre especulações”, disse.

Maria do Rosário também destacou a contradição do discurso bolsonarista, que historicamente defendeu políticas de encarceramento em massa e punições violentas. “Esse é o modelo que os bolsonaristas sustentam e dependem”, afirmou, ao lembrar que as mesmas lideranças que hoje invocam direitos humanos sempre defenderam a repressão contra jovens pobres e periféricos.

Ao analisar o cenário eleitoral no Rio Grande do Sul, a deputada defendeu a construção de uma frente ampla para enfrentar a extrema-direita. “O palanque terá que ter frente ampla”, disse, ressaltando a força do PT no estado e a apresentação de candidaturas alinhadas ao projeto do governo Lula.

Maria do Rosário alertou que a disputa eleitoral não se dará apenas no Executivo, mas também no Congresso Nacional. Para ela, é fundamental eleger parlamentares comprometidos com a democracia. “As pessoas precisam compreender a importância de um voto consciente e coerente com aquilo que querem para o Brasil”, afirmou.