"Bolsonaro só se tornou poderoso porque acreditou numa comunicação sem Globo", diz Leonardo Stoppa
Jornalista criticou o medo que a esquerda brasileira sente da Rede Globo
247 – No programa Leo ao Quadrado veiculado em 18 de agosto, o jornalista Leonardo Stoppa fez uma análise sobre a ascensão política do ex-presidente Jair Bolsonaro e o estilo comunicativo adotado por ele, comparando-o à abordagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Stoppa, uma das chaves para a ascensão política de Jair Bolsonaro foi a sua decisão de ignorar os tradicionais meios de comunicação, em particular a Rede Globo, e criar seu próprio sistema de comunicação. Bolsonaro utilizou intensamente as redes sociais para se comunicar diretamente com seus apoiadores e disseminar suas mensagens sem a necessidade de passar pelo filtro da mídia convencional. Essa estratégia, conhecida como "comunicação sem Globo", permitiu que Bolsonaro alcançasse um público amplo, desvinculando-se das narrativas frequentemente críticas da grande mídia.
Stoppa também observou uma disparidade na abordagem de comunicação entre a direita bolsonarista e a esquerda política. Enquanto Bolsonaro construiu um canal de comunicação direta com seus apoiadores, a esquerda, segundo Stoppa, ainda mantém uma ligação significativa com a chamada "velha mídia". Isso implica que a esquerda continua dependendo em certa medida da cobertura da mídia tradicional para disseminar suas mensagens e propostas.
Além disso, Stoppa destacou que o presidente Lula, embora seja uma figura carismática e influente, adotou uma abordagem mais conservadora em sua comunicação política. Esse contraste entre a comunicação bolsonarista e a esquerda pode impactar na eficácia da mensagem política e na capacidade de mobilização dos respectivos eleitorados.
Eletrobrás – Na mesma transmissão, Leonardo Stoppa sugeriu que o governo do presidente Lula poderia aproveitar o recente apagão que ocorreu na semana para tentar recuperar seu poder de influência nas decisões relacionadas à Eletrobrás. O apagão gerou questionamentos sobre a infraestrutura energética do país e trouxe à tona a importância do setor elétrico sob controle público para a estabilidade do Brasil. Assista:
